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| David de costas Galeria da Academia - Florença |
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sexta-feira, 1 de abril de 2016
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
Maria Madalena
Maria Madalena é uma figura bíblica incontornável. Entre a Maria Madalena mundana e depois arrependida, à santa Maria Madalena que segundo S. João é a primeira a falar com Jesus após a ressurreição, pode não haver qualquer relação. Não há nas escrituras nada que identifique Maria Madalena com a prostituta arrependida que se prostra aos pés do Messias.
As referências a Maria Madalena na Bíblia são poucas, assim, a personagem adquire um largo grau de liberdade; associado ao facto de ser “apanhada” no centro da história, e sendo mulher, e Maria, e jovem, (…), tornou-se uma imensa fonte de inspiração. Maria Madalena, de certo modo, está viva. Em boa medida, a sua proximidade ao acontecimento da Ressureição imortalizou-a também a ela.
Das representações dessa mulher, que conheço, há duas que me tocaram desde o primeiro contacto. Num caso e noutro, as esculturas possuem de forma imanente o espírito do que representam, e são, para mim, dos melhores exemplares dessa forma de expressão artística.
Uma é loura, outra é morena, ambas têm os cabelos longos, são uma só!
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Museu do Louvre - Ala Denon
Atribuída a Gregor Erhart (1470 – 1540)
Datada entre 1515 e 1520
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Igreja de Santa Maria – Bragança
Atribuída a Pedro de Mena da Escola de Valhadolid
Séc. XVII
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domingo, 29 de abril de 2012
Pica-Miolos
Máscara africana comprada há muitos anos numa banca de artesanato, nas festas do Mártir S. Sebastião em Freamunde.
Esculpida numa só peça de madeira, tem cerca de 40 cm de altura.
Baptizei-a, ainda antes de pagar ao negro que ma vendeu, de Pica-Miolos.
terça-feira, 19 de abril de 2011
Abraço
Escultura do Zé Lorinda, em pedra, com cerca de 17 cm de altura.
A memória diz-me que a comprei em 1993 mas não tenho a certeza. Talvez uma busca no meu arquivo fotográfico venha a ajudar. O autor, o Zé, com quem não estou há muito tempo, também poderá dar uma ajuda. Lembro-me do valor que paguei e que o fiz em prestações.
Para ver mais imagens ir a Galeria
domingo, 20 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
sábado, 5 de fevereiro de 2011
Chamamento I
O chamamento das galinhas.
Tenho andado a trabalhar “de martelo e cinzel”. É um trabalho obsessivo, pesado, e sujo no sentido que é feito no meio de uma nuvem de pó.
Hoje, enquanto dava algum pormenor ao focinho de um urso, veio-me à ideia o chamamento das galinhas.
Vejo a minha avó Isaurinha, que Deus a tem, com milho no avental cujas pontas de baixo segura com a mão esquerda, usando a mão direita para semear aos pés, e cantando:
Pi – Piii,
Pi – Piiiiii…
…
Piii – Pi – Pi – Pi – Pi – Pi – Pi – Pi – Piiii…
Pi – Piii,
Pi – Piii,
Pi – Piii,
Pi – Piii,
Pi – Piiiiiiiiiiiii…
(Lendo-se os “pis” todos, a melodia aparece)
E vinham as galinhas todas a correr...
Umas coloridas, pretas, cucas, pedrêses, alguma sem penas no pescoço, e o galo.
Se alguma não vinha, é porque estava choca!
Há anos que não ouvia isto!
Por momentos parei de esculpir, depois ... continuei.
Agora falta o peito e as patas da frente.
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
sábado, 15 de janeiro de 2011
Astride
Astride já não está entre nós. No entanto não consigo falar dela no passado; tenho para mim que as pessoas que existiram existem para sempre, assim como as obras de arte, assim como os objectos sagrados, os animais amados e outras coisas.
A Menorah continua a iluminar o seu povo, o farol de Alexandria é hoje mais alto e vê-se a sua lanterna mais longe do que quando estava de pé, Jesus faz nos dias de hoje mais milagres do que quando tínhamos a possibilidade de lhe puxar pelas vestes, as pirâmides do Egipto apesar de esventradas e a esboroarem-se no deserto continuam a levar para o futuro os que as construíram, e mesmo quando já se confundirem com as dunas continuarão a ser pirâmides.
A casa de Astride ainda lá está, os seus vestidos continuam dependurados nos armários, o calor do seu corpo disperso na atmosfera exala de corpos de mulheres que repetem gestos que ela fez, de velas que se acendem em alguns dias do ano e do rosto de rapazes que deixam os olhos bater em mulheres como ela.
Hoje não consigo falar de Astride no passado, não consigo falar dela de forma nenhuma.
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
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