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segunda-feira, 20 de abril de 2020

A Moral veio da Rússia!

O Estudo Em Casa começou hoje.
À falta de uma moral portuguesa suficientemente boa e certificada, arrancou com um livro que "é uma adaptação realizada a partir de um conto popular russo recuperado por Alexander Afanásiev"






SINOPSE


"A casa da mosca fosca" é uma adapatação realizada a partir de um conto popular russo recuperado por Alexander Afanásiev. As diferentes personagens introduzem os leitores num atraente jogo de números e tamanhos, rimas, repetições e ritmos, que são elementos próprios da tradição oral. Trata-se de um conto acumulativo que apresenta uma galeria de personagens que convidam ao jogo fonético.
O ilustrador Sergio Mora cria animais delirantes, com personalidade própria, repletos de humor e expressividade, utilizando cores "explosivas, quase fluorescentes". Um conto para ler e contar, que cresce em intensidade a cada página até culminar num final surpreendente.

(Imagem e sinopse retirados da BERTRAND Livreiros Aqui )

Sendo o mundo tão grande, anotei a subtileza, com a certeza de que vou ser insultado por uns e outros dirão que para onde vou já eles de lá vieram.


sexta-feira, 8 de abril de 2011

Os pés

Os pés são muito importantes porque é em cima deles que as coisas estão e andam.
Digo já que é para falar do estado da nação, para não me virem lembrar as rodas e a levitação.
Agora que pedimos ajuda à Europa e aos Fundos, vão ser feitas muitas contas e muitas auditorias e muitos diagnósticos e muitas coisas…
Depois, ainda antes da ajuda virá um receituário.
É quando virmos em que pé as coisas estão, que vamos conhecer o pé do que os senhores do governo têm dito quando se referem aos motivos porque tivemos de pedir ajuda externa, (a propósito de a mentira ter pé podre).
Vou explicar-me melhor.
Sócrates e os seus subordinados dizem, até à náusea, que tivemos que recorrer à ajuda por causa da rejeição do PEC e consequente crise política desencadeada pela oposição. Os referidos factos teriam levado ao descrédito dos mercados e ao disparar das taxas de juro da dívida, o que não teria deixado margem de manobra aos (aziagos) governantes.
Pedida a ajuda externa, saímos dos mercados por uns anos e durante esses anos e outros que se seguirão ficaremos a cumprir o tal receituário – uma espécie de “óleo de fígado de bacalhau”, mas para meninos obesos e de dentes podres. Se o que levou o país a pedir ajuda foram os motivos evocados, então as medidas que nos serão impostas não serão muito diferentes daquelas a que já nos têm habituado; se não foram assim tão episódicos mas mais antigos, então não há congelamento de reformas de miséria que nos valha! 
Vamos ver as medidas que nos imporão.
Não faltam motivos de vergonha. Já que temos de baixar o olhar, aproveitemos para ver os pés.