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terça-feira, 21 de maio de 2013

Coutada de Paintball



     Ao mesmo tempo que se aprova no parlamento a adopção de crianças humanas por parelhas de gays (um casal é um macho e uma fêmea), o Presidente da República fala a despropósito de um milagre da Senhora de Fátima, e isso é que é notícia!


quarta-feira, 24 de abril de 2013

Bater punho?

 



Bater punho, é aquilo que eu estou a pensar?
E impulso jovem, é bom ou mau?
Mas isto de Portugal, é uma casa de gente séria, ou está tudo parvo?
Fui sempre um tipo direitinho, fui à tropa e tudo, agora, quarentão, é que começo a perceber de que é que isto é feito!


Já agora não percam O Apóstolo da Asneira no DELITO DE OPINIÃO, que foi onde pesquei a imagem.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Whatever





Não vou acabar assim os meus domingos.
A minha curiosidade está satisfeita,
nem chegou a matar o gato.
Há uma máquina de não fazer sentido
na RTP1, às vinte e uma,
a um nadinha do trinta e um,
mas bem para lá do risco.
Vai-te catar, Sócrates;
sei o que fizeste no verão passado,
e este inverno que não passa!

 Fotografia daqui
 
 

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Elsa



Elsa Lanchester recreating her starring role in The Bride of Frankenstein


Fotografia captada algures na net.

terça-feira, 5 de junho de 2012

Portugal, Portugal

Ainda estava eu a ressacar da cobertura noticiosa da partida da selecção nacional para o EURO 2012, quando fui atingido por uma notícia mesmo no sítio onde me nasce o senso.
Ontem vi o autocarro da selecção a chegar ao aeroporto, um jornalista atarefado por arrancar mais umas palavrinhas salvíficas aos jogadores todos enfatuados, muito escarafunchosos nas suas cabecinhas contidas entre grandes headphones. Depois, vi o avião a descolar, e entretanto, o tanto que se disse… A palavra Portugal saía a cada dez segundos, entre “os nossos heróis”, Portugal, Portugal, e a bandeira plasmada em todos os suportes, em tantas caras, nas roupas, no avião alvo e penetrante a subir ao céu. Os noticiários abriram com a notícia de que “os nossos heróis” já tinham partido, já voavam, por aquela hora atravessavam pujantemente as alturas, Portugal lá ia, todos nós com o cinto posto enquanto não se apagarem os sinais de luz A repetição da descolagem e Portugal, Portugal, é Portugal, somos nós a dez mil metros de altitude, a novecentos e cinquenta à hora, a temperatura exterior é de menos oito e quando aterrarmos espera-nos a noite e tempo fresco, Portugal. Há um gajo com o microfone na mão – já lá está! Está à espera que o avião aterre; é Portugal a receber Portugal enquanto Portugal espera, e crê, e ama, e sofre Portugal.
 Notícia de última hora, o avião vai aterrar. É de noite fechada mas um potente foco rasga tudo e cresce, cresce… Cresce Portugal, e aterra.
Ainda ressacava da noite mal dormida, da insónia povoada de pessoas com a cara desfigurada por vermelho e verde, de joelhos no chão molhado por lágrimas copiosas. Gritam e batem com as mãos no peito. Das bocas com os dentes por tratar sai Portugal, Portugal… É Portugal a rebentar os joelhos no asfalto, a rebentar o peito com sentimentos vendidos em kit no Continente, a rebentar a boca com refrigerantes gaseificados, açucarados, coloridos, é Portugal.
Ainda ressacava, e ouço que as brigadas da GNR e da polícia que mandam parar os carros, poderão ter a cooperação de um agente das finanças para reter as viaturas de quem tiver dívidas ao fisco. Ao mesmo Estado que nunca paga a horas e gasta à tripa-forra, sobra-lhe para pagar a quem nos trave a marcha, nos tire da estrada com um gesto resoluto e nos lembre do que fizemos de Portugal.
Ai Portugal, Portugal  £#?%$'"@?????

Jorge Palma | Portugal, Portugal