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sábado, 6 de abril de 2024
O passado está sempre aqui, o presente é já passado e o futuro é o que sempre foi, passado ele também, portanto,
Provavelmente seguimos por um rio, e nele, vemos margens, e ficamos pelas margens. E se num mar nos vemos, seremos levados a glosar, talvez os cavalos marinhos, e neles, a sua realeza, e nela, talvez, tudo o que interessa, toda a verdade.
sexta-feira, 5 de abril de 2024
Dias de Fiéis
Os cemitérios são lugares de paz.
Os cemitérios também morrem.
Os cemitérios mortos têm uma paz mais profunda
e mantêm as almas mais à superfície.
Corações ao alto
sexta-feira, 17 de abril de 2015
O LOBO E A POEIRA
Para o Sr. António Costa de Lisboa
O lobo
queria roubar um cordeirinho e seguia a direcção contrária ao vento, para que a
poeira levantada pelo rebanho o escondesse.
O
cão de guarda porém, avistou-o e disse-lhe:
-É
escusado esconderes-te com a poeira, amigo lobo. Assim arranjarás alguma doença
de olhos.
O
lobo respondeu-lhe:
-
Essa é que é a minha desgraça, meu cãozinho; há muito tempo que sofro dos olhos
e disseram-me que o pó levantado pelos rebanhos é um bom remédio para a vista.
(Dedico esta fábula de Tolstói ao Sr. António Costa
e a todos os que sofrem com a poeira dos rebanhos)
quinta-feira, 13 de junho de 2013
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