segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Não me coformo com o AO!


Ressuscitava o meu blogue só por causa disto

Jornal EXPRESSO | 22 de Novembro de 2014
ATUAL n.º 2195
Coluna . ISTO ANDA TUDO LIGADO
de: Ana Cristina Leonardo

(a digitalização segue no fundo mas transcrevi para facilitar a leitura)


MAS A LÍNGUA, SENHOR MALACA?


Vou falar do Acordo Ortográfico. Poucas coisas podem hoje ser dadas por adquiridas. Estabilidade é uma palavra em desuso. O amor já não é até que a morte nos separe e os empregos muito menos são para a vida. Sabemos que estabilidade a sério só na morte, e era agora ou nunca que desatava a falar de entropia e de termodinâmica. Deixo isso para o José Rodrigues dos Santos, cujo último livro, que não li, sei que se atira à jugular da quântica. Se não li o mais recente de JRS, li há já uns anos “Imposturas Intelectuais” de Alan Sokal e Jean Bricmont, o que até hoje me deixou sempre de pé atrás quando ouço alguém referir gatos fechados em caixas. Acrescento que fora eu do sexo masculino, a afirmação de Lacan lá transcrita de que o “órgão eréctil (…) é igualável à raiz de -1 “ ter-me-ia tornado impotente. Descartado tal problema, exponho outro. Como saltar do “órgão eréctil” para o AO? Fácil. Ao “órgão eréctil” foi-lhe capado o cê. Recordemos. As consoantes mudas são eliminadas quando não proferidas na pronúncia culta. No caso, o cê foi à vida, o que quer dizer que se alguém insistir em pronunciar “eréctil” isso significará que é um grandessíssimo bronco (a boa notícia é que, sendo bronco, não é necessariamente impotente). Estamos, pois, assim. Viva a fonética! Hipótese: em Portugal existe um grave problema de surdez. Ou isso ou quem assinou o AO deve responder por crime de lesa-língua (as duas teses não se excluem entre si). Vou ser franca. Nunca vi tanta asneira escrita. Nem o “Diário da República” escapa. Exemplos? Aos molhos. “Fato” por “facto”. “Fição” por “ficção”. “Corrução” por “corrupção”. “Recessão” por “receção” (já agora, que raio é “receção”?) “Ténico” por “Técnico” (pela minha saúde!). “Contato” por “contacto” (um clássico perfilhado pelos impressos do CTT e vários ministérios…). Dir-me-ão. A culpa não é do AO. Os portugueses é que são uma cambada de broncos (ou surdos, na versão branda). Ora bem, e agora que me perdoem o Sokal e o Bricmont. Um homem conduz um carro a alta-velocidade e embate num poste de alta-tensão. O poste cai e o condutor sofre queimaduras fatais. A autópsia revela uma taxa de alcoolemia 100 vezes superior à necessária para anestesiar Bukowski. A escolástica diria que a causa da morte foi Deus. Eu, modestamente, limito-me a concluir: alguém revogue o suicídio acelerado da língua. Sem esquecer de que estamos a morrer sozinhos.
 



quinta-feira, 3 de julho de 2014

IBM Innovation Culture

Bengali Butternut BBQ Sauce

Receita de um molho criada por uma máquina



"Pass the computerized condiment, please." 
Look out ketchup and mustard. We’ve gone back to the cognitive kitchen to create Bengali Butternut BBQ Sauce, an unexpected blend of squash, Thai chilies, tamarind and a dozen more ingredients that have never before been slathered together on a chicken wing.
It’s got a slow, warm heat and a kick that becomes even more to savor when you discover that it was concocted by something that has no taste buds.  Cognitive computers from IBM Research modeled quintillions of recipes based on thousands of ingredient combinations to predict what new tastes people would find surprising and delicious. And voilà!
The sauce was only bottled for a limited run, but you can whip up a batch at home with this recipe. We even added a label to print. Bon appétit.
Bengali Butternut BBQ Sauce
Approximate Yield: 550g

300g butternut squash, diced
200g white wine

100g rice vinegar
50g butter, unsalted
5g tamarind concentrate
40g water
10g chili paste (Sriracha)
4g soy sauce
50g dates, pitted and chopped
2g Thai chili
3g mustard seed
3g turmeric, fresh, thinly sliced
0.4g cardamom, ground
5g coriander leaves
2g Meyer lemon zest, grated
5g salt, to taste
10g Meyer lemon juice
6g molasses

1. Gently sweat the squash in the butter over medium low heat until softened, approximately 5-10 minutes.
2. Add the vinegar, tamarind, water, wine, chili paste, and soy; bring to a simmer and reduce heat to low. Add the dates, chili, mustard seed, turmeric, and cardamom. Continue to simmer and reduce to roughly 250g, for about 20 minutes.
3. Remove from heat; add the coriander leaves and lemon zest. Blend to a very smooth consistency and cool.
4. Season the mixture with salt, lemon juice, and molasses. Chill.
Created by @iceculinary and IBM Research
Este é o rótulo

http://ibmblr.tumblr.com/post/87933225530/pass-the-computerized-condiment-please-look
IBM Innovation Culture + Tumblr = IBMblr

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Soon ~ Yes, from the album Relayer



Soon, oh soon the light
Pass within and soothe this endless night
And wait here for you
Our reason to be here
 
Soon, oh soon the time
All we move to gain will reach and calm
Our heart is open
Our reason to be here
 
Long ago, set into rhyme
 
Soon, oh soon the light
Ours to shape for all time, ours the right
The sun will lead us
Our reason to be here
 
Soon, oh soon the light
Ours to shape for all time, ours the right
The sun will lead us
Our reason to be here
 
Songwriters
ANDERSON, JON
Published by
Lyrics © Warner/Chappell Music, Inc., EMI Music Publishing






quinta-feira, 19 de junho de 2014

Genesis - Supper's Ready (Live)




Dizes-me que o tempo passa muito depressa,
passa?
Se calhar passa, e outras vezes não;
mas se o dizes, bem pode ser que sim.
Lembro-me de apertar os parafusos
das rodas do carro em cruz,
depois eles eram cinco
e a cruz era ao calhas
e demorava mais tempo,
mas também já não furava tanto.
Repara que nos relógios grandes
os ponteiros dos segundos correm,
correm que se fartam.
Sabes, pode estar tudo ligado
às voltas que queremos dar,
e por onde.

Yes - Soon (Live 1.975)





quinta-feira, 5 de junho de 2014

Correio Electrónico (11)



O CORRECTO e o JUSTO... sem perder a compostura.

Por coincidência, dois juízes encontram-se no estacionamento de um motel e, constrangidos, reparam que cada um estava com a mulher do outro.
Após alguns instantes silenciosos e de "saia justa", mas mantendo a compostura própria de magistrados, em tom solene e respeitoso um diz ao outro:
- Nobre colega, inobstante este fortuito imprevisível, sugiro que desconsideremos o ocorrido, crendo eu que o CORRECTO seria que a minha mulher venha comigo, no meu carro, e a sua mulher volte com Vossa Excelência no seu.

Ao que o outro respondeu:
- Concordo plenamente, nobre colega, que isso seria o CORRECTO sim... no entanto, não seria JUSTO, levando-se em consideração, que vocês estão de saída e nós estamos a chegar...
 

Enviado por LMP


sexta-feira, 4 de abril de 2014

Devaneio com pinguins


Ao pequeno-almoço o pai pinguim disse piu, a mãe pinguim disse piu, o filho pinguim disse piu. Ao almoço o pai pinguim disse piu, a mãe pinguim disse piu, o filho pinguim disse piu. Ao jantar o pai pinguim disse piu, a mãe pinguim disse piu, o filho pinguim disse piu. Ao outro dia, ao pequeno-almoço, o pai pinguim disse piu, a mãe pinguim disse piu, o filho pinguim disse piu. Ao almoço o pai pinguim disse piu, a mãe pinguim disse piu, o filho pinguim disse piu-piu -  levou um par de estaladas; disse o pai que já estava a desconversar.
Antigamente isto era contado como anedota e foi, ao fim da manhã de hoje, regurgitado pela minha atormentada memória. Dedico esta lembrança às fuças do Sr. António José e ao seu característico piar, ou pio, ou pipilo…

 

segunda-feira, 31 de março de 2014

44. Lei das bicicletas


44. Lei das bicicletas
Todas as bicicletas pesam 20 quilos.
As bicicletas de 14 quilos precisam de um cadeado de 6 quilos.
As bicicletas de 17 quilos precisam de um cadeado de 3 quilos.
As bicicletas de 20 quilos não precisam de cadeados.