quinta-feira, 29 de outubro de 2015
quarta-feira, 28 de outubro de 2015
sexta-feira, 18 de setembro de 2015
Rui Veloso - A ilha
A Ilha
Rui Veloso
Fiz-me ao mar com lua cheia
A esse mar de ruas e cafés
Com vagas de olhos a rolar
Que nem me viam no convés
Tão cegas no seu vogar
E assim fui na monção
Perdido na imensidão
Deparei com uma ilha
Uma pequena maravilha
Meio submersa
Resistindo à toada
Deu-me dois dedos de conversa
Já cheia de andar calada
Tinha um olhar acanhado
E uma blusa azul-grená
Com o botão desapertado
E por dentro tão ousado
Um peito sem soutien
Ancoramos num rochedo
Sacudimos o sal e o medo
Falámos de música e cinema
Lia Fernando Pessoa
E às vezes também fazia um poema
E no cabelo vi-lhe conchas
E na boca uma pérola a brilhar
Despiu o olhar de defesa
Pôs-me o mapa sobre a mesa
Deu-me conta dessas ilhas
Arquipélagos ao luar
Com os areais estendidos
Contra a cegueira do mar
Esperando veleiros perdidos
Letra, daqui
sábado, 4 de julho de 2015
Maria - Tiago Bettencourt
Que bonita é Pilar
Mas eu não a quero
Mas eu não a quero
Que bonita é Leonor
Mas eu não a quero
Mas eu não a quero
Inês sabe quanto vale
Mas eu não a quero
Mas eu não a quero
Carolina quer-me bem
Mas eu não a quero
Mas eu não a quero
Júlia diz que quer também
Mas eu não a quero
Mas eu não a quero
Quero é Maria
Quero é Maria
Quero é Maria
Quero é Maria
Ana dança para mim
Mas eu não a quero
Mas eu não a quero
Margarida faz que sim
Mas eu não a quero
Mas eu não a quero
Quero é Maria
Quero é Maria
Quero é Maria
Quero é Maria
Quero é Maria
Quero é Maria
Quero é Maria
Quero é Maria
Maria sabe quem sou, por trás das luzes
Sabe quem sou, por trás da luz
Sabe quem sou, por trás das luzes
Sabe quem sou, por trás da luz
E só eu sei, quem, Maria, é
Só eu sei, quem, Maria, é
quinta-feira, 25 de junho de 2015
The Pretenders - 2000 Miles - 1995 (Better Graphics & Audio)
Sem sair desta janela, fiquem e ouçam 2000 Miles, pela Kate Tunstall, pela Natalie Inbruglia e pelos Coldplay. Depois, vão ver, é Natal!
"2000 Miles"
He's gone 2000 miles
It's very far
The snow is falling down
Gets colder day by day
I miss you
The children will sing
He'll be back at christmastime
In these frozen and silent nights
Sometimes in a dream you appear
Outside under the purple sky
Diamonds in the snow sparkle
Our hearts were singing
It felt like christmastime
2000 miles
Is very far through the snow
I'll think of you
Wherever you go
He's gone 2000 miles
It's very far
The snow is falling down
Gets colder day by day
I miss you
I can hear people singing
It must be christmastime
I hear people singing
It must be christmastime
It's very far
The snow is falling down
Gets colder day by day
I miss you
The children will sing
He'll be back at christmastime
In these frozen and silent nights
Sometimes in a dream you appear
Outside under the purple sky
Diamonds in the snow sparkle
Our hearts were singing
It felt like christmastime
2000 miles
Is very far through the snow
I'll think of you
Wherever you go
He's gone 2000 miles
It's very far
The snow is falling down
Gets colder day by day
I miss you
I can hear people singing
It must be christmastime
I hear people singing
It must be christmastime
letra daqui
quarta-feira, 24 de junho de 2015
terça-feira, 23 de junho de 2015
Uma Viagem num Bombardeiro Gigante
Folheto com 28 páginas no formato 21x17,6cm, aqui integralmente digitalizado.
Edição dos Serviços de Imprensa e Informação da Embaixada Britânica
Não está datado (inícios dos anos 40 do Séc. XX)
O bombardeiro de que se fala é o Stirling, a "companhia aérea" é a RAF, claro.
- Boa viagem.
Nota: A página 2.ª Guerra tem sido incrementada com muitos documentos novos em digitalização integral.
terça-feira, 16 de junho de 2015
quinta-feira, 4 de junho de 2015
quarta-feira, 13 de maio de 2015
TEMPO CONTADO: A arte de existir
TEMPO CONTADO: A arte de existir
A arte de existir, se arte se lhe pode chamar, está na paciência de sofrer o desânimo, no ver semicerrando os olhos, no respirar fundo e depois, lentamente, deixar que com o sopro escape também a náusea e a desilusão.
Porque tudo é teatro, adereços, bastidores, maquilhagem. São tantos os actores como os pontos que lhes sussurram as palavras a dizer, as atitudes a tomar, lhes mostram o caminho do proveito e os escolhos em que se tropeça.
Actores, pontos, os que tocam a música, vão todos em fila, que é o mais seguro, debitando a monótona ladainha da aceitação, confortados por igualdades e direitos que imaginam, por certezas que lhes garantem tão seguras como o nascer do sol.
O remédio é entrar no cortejo e ir também, cantar com eles, bater palmas, mostrar entusiasmo quando o arauto anunciar a passagem do rei e o esplendor do seu manto.
J. Rentes de Carvalho
A arte de existir, se arte se lhe pode chamar, está na paciência de sofrer o desânimo, no ver semicerrando os olhos, no respirar fundo e depois, lentamente, deixar que com o sopro escape também a náusea e a desilusão.
Porque tudo é teatro, adereços, bastidores, maquilhagem. São tantos os actores como os pontos que lhes sussurram as palavras a dizer, as atitudes a tomar, lhes mostram o caminho do proveito e os escolhos em que se tropeça.
Actores, pontos, os que tocam a música, vão todos em fila, que é o mais seguro, debitando a monótona ladainha da aceitação, confortados por igualdades e direitos que imaginam, por certezas que lhes garantem tão seguras como o nascer do sol.
O remédio é entrar no cortejo e ir também, cantar com eles, bater palmas, mostrar entusiasmo quando o arauto anunciar a passagem do rei e o esplendor do seu manto.
J. Rentes de Carvalho
sexta-feira, 8 de maio de 2015
Eles, elas, a night, e não mexer muito...
Sobre esta coisa de “eles e elas” o que haveremos de dizer? Poderemos falar de igualdade, seria o mais evidente, mas poderíamos falar de quotas, o que já não é assim tão óbvio. Poderíamos falar do “sempre assim foi” ou do “ter de ser”, o que seria uma forma de não querer, simplesmente, falar.
Com esta coisa do eles e elas, lembrei-me dos combustíveis, e dos professores também.
Aqui há uns tempos os supermercados começaram a vender os combustíveis a preços que envergonhavam as gasolineiras – as mesmas que sempre disseram que era um negócio de tostões, de margens reduzidas. Ora os supermercados além do preço mais baixo ainda arranjaram espaço para umas campanhas, para dias de descontos especiais, com acumulação de pontos em cartão e tudo. Com os combustíveis a virem todos do mesmo sítio, teve que ser a qualidade – sempre a qualidade - a justificar as diferenças, no caso, a existência de uns aditivos nos produtos de marca. Tomada como séria a justificação dada, mandou o governo que todas as bombas tivessem desse combustível simples mas sério, democrático, baratinho, sem aditivos nem desculpas. E as gasolineiras continuaram a ter os preços mais caros!
Sobre os professores, estava escrito nas estrelas que formar autênticas turbas em “vias de ensino” com direito a título de professor e a carreira, daria mais tarde ou mais cedo – a demografia ditou que fosse mais cedo – a um excesso de candidatos a ensinar. O argumento maior dos candidatos foi que o ensino nunca é demais e o argumento maior dos governantes foi “que sim, mas com a melhor qualidade” – outra vez a qualidade. Arranjou-se então um exame para fazer aos pretendentes a professor que prova sempre, e agora reparemos na fineza da coisa, que prova sempre que os que passam nesse exame são exactamente os necessários para ensinar com qualidade! Os que não passam nesse exame não podem, pura e simplesmente, exercer a actividade para a qual uma instituição de ensino os formou com sucesso. Repararam como o meu discurso está sempre a perder o sentido? Agora já se questiona os cursos e as entidades que os ministram!
O problema dos institutos e universidades que formam professores que reprovam, está tanto nos cursos como a diferença de preço dos combustíveis está nos aditivos.
Os supermercados conseguem vender mais barato porque têm uma concepção da actividade comercial diferente, mais dinâmica, mais desenvolvida e integrada. As gasolineiras vendem mais caros os combustíveis, como mais caro vendem os clinex e as garrafas de água.
Aos professores faz-se a maldade de os submeter ao charadismo selectivo porque não há emprego para dar a todos.
Legislar para lá dos verdadeiros motivos das coisas, atender ao ruido que em determinado momento se fez para esconder a falta de melhor argumento, só conduz a um mundo sem sentido. Já tínhamos grandes painéis a informar que os combustíveis na auto-estrada têm sempre o mesmo preço, qualquer que seja a marca. Agora vamos ter pessoas a explicar aos filhos que este ano não podem dar aulas por terem reprovado num exame. Para o ano, vamos ver!
Sobre eles e elas e a night, o melhor é nem mexer. Ainda se lembram de extinguir a diferença de género, ou levar todos a exame, ou sei lá…
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