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| Freamunde, fins dos anos 30, antigo campo do carvalhal |
sexta-feira, 21 de junho de 2013
quinta-feira, 20 de junho de 2013
Evolução e Progresso
Eu nasci num mundo em que se tiravam rifas de papelinhos de dentro de aquários de vidro, faziam-se rodar rodas e roletas
coloridas, tiravam-se bolas numeradas de dentro de sacos de veludo...
Esperar que dê uma vontade à vaca e ver onde,
é recente, para mim pelo menos.
quarta-feira, 19 de junho de 2013
Na Barca
Rapaziada de Freamunde a andar de barco, não sei onde.
À frente, do lado esquerdo da foto, Bernardino Pinto de Moura
De pé, em mangas de camisa, Luís Teles de Meneses
terça-feira, 18 de junho de 2013
Olhar Estalado
A foto, não sei, estava na net, tantas voltas dei que encontrei uma que ilustrasse um "olhar estalado". Mas encontrei, é isto. A expressão está um pouco arredada, como está a maior parte das expressões e palavras. Deu um simplex no Português e passamos a usar um dicionário de bolso, com o correspondente vocabulário pequenino, sempre à mão e suficiente para ir às compras e fazer recados. Quis recuperar o "olhar estalado" e encontrei a imagem certa; não é sorte - é o poder da internet!
Foto daqui
segunda-feira, 17 de junho de 2013
Poesia Popular
Isto é uma coutada?
Neste nosso País de liberdade
as mulheres, na terra dos capões,
são proibidas por certos figurões
de tocarem na banda da cidade.
E os que mandam alinham nisto tudo,
vão dizendo que sim com toda a gente,
entre eles não há nada de diferente,
andam todos ao som do tal "canudo".
O que diz a constituição, é entulho!...
o que importa é subsidiar o orgulho
desses ditos senhores da coutada,
que dizem para aí, à boca cheia,
a mulher é um bombo em que se arreia...
só serve p'ra parir e p'ra mais nada!
2-12-2012
Rodela, poeta popular freamundense.
sexta-feira, 14 de junho de 2013
Coisas ao alto
Se já foi possível transportar automóveis ao alto, sobre os seus próprios narizes, muitas coisas hão-de ser possíveis por mais estrambólicas que pareçam. Por ex., tirar o país deste sarilho onde se meteu.
When Chevrolet was faced with a financial challenge they got,
well, creative. During the 1970s the Vega was released as an affordable
automobile. The goal was to keep the cost below $2000. Standing cars on their
noses to transport them across the nation saved them space, allowing them to
get more Vegas in one single train ride. It was called the Vert-A-Pack, a
cooperative design by GM and the Southern Pacific Railroad. Now instead of
holding the typical 18 cars horizontally, they could fit 30 cars vertically.
The real interesting factor is the adjustments they made on these models under
the hood, so they could stand to stand without spilling fluids all over the
tracks. They had a special engine oil baffle; batteries had high filter caps to
keep acid from leaking; the carburetor had a special tube installed; the
windshield washer fluid was placed at a 45 degree angle.
Mais, aqui
quinta-feira, 13 de junho de 2013
terça-feira, 11 de junho de 2013
A Santa Agência, que diz?
ou:
O INFARMED a patinar no próprio lodo
O Governo, por intermédio
do Secretário de Estado da Saúde, publicou o Despacho n.º 7021/2013 de 30 de Maio – Reprocessamento de Dispositivos Médicos de Uso Único.
Não fosse a classificação “
de uso único” querer dizer o que diz realmente, eu já ficaria preocupado.
Havendo no país uma entidade, designada “Autoridade Nacional do Medicamento e
Produtos de Saúde”, que é o todo-poderoso INFARMED, triturador de mercados e
legítimo representante das Celestiais Instâncias Europeias na terra – que é o mesmo
que dizer, aqui, no protectorado – lá fui eu ver o que dizia a santa agência sobre
o assunto. Encontrei isto que se pode ler aqui, de 2005. É claro que em 2005 ainda tínhamos país com
soberania e tudo, andava a santa agência dedicada a encerrar fábricas de
dispositivos médicos, que mesmo que nunca tivessem provocado danos a ninguém,
pudessem por uma leve suspeição que eles lá tinham, vir a criar! Estavam a mando
da Mãe Europa a redesenhar o mercado, e a contribuir para isto – tudo isto, com
desemprego, miséria, reutilização de cateteres, tudo!
Ou estou a interpretar mal
tudo isto, ou o INFARMED está a ser desautorizado. É bem feito; se perderem
todos o emprego aprenderão pelo menos a recuperar o pouquinho de humildade que
tinham antes de lhes ser dada a oportunidade de beijarem as bordinhas das
vestes da inominável Europa.
Quando eu ainda era
fabricante de dispositivos médicos, apareciam-me lá na fábrica, com aviso ou
sem ele, inspectores de gabardine cinzenta. Chegavam invariavelmente num
automóvel HONDA, a gasolina (!), com chauffeur, vinham da capital. Teriam
partido no dia anterior, chegado ao destino pela tardinha, pernoitado num
turismo rural da região, e nunca tocavam à campainha antes das dez e meia ou onze
da manhã. Numa dessas visitas, o mais gordo e com aspecto mais repelente,
depois de se ter metido meia hora no WC junto à sala de reuniões, ter tossido e
espirrado de forma que nem o barulho da tecelagem, por baixo, conseguia
amortecer, ter gasto todo o papel higiénico e pedido mais, saiu de lá todo
suado a alegar a falta de um anti-histamínico… depois sentou-se e a propósito
de não me lembro o quê, perguntou-me seis ou sete vezes seguidas se eu tinha o
n.º de telefone do ministério da economia. Ele pronunciava “icunumia” e aí pela
terceira vez que fez a pergunta, seguidinha, a esbugalhar os olhos de suíno por trás de uns
fundos de garrafão, eu já não sabia, era se não lhe devia enfiar o enorme e
museológico aparelho de PBX, ali ao lado, pela cabeça abaixo. Pois, ainda
repetiu a pergunta mais quatro ou cinco vezes, seguidinhas!
Não, eu não vou contar
mais. Faz-me mal…
Agora há um tipo que
despacha que os dispositivos médicos de uso único podem ser reprocessados…
penso na sacro-santidade do INFARMED… no valor inalienável da saúde e no poder
magnífico dos seus sacerdotes… isto é tudo merda.
sábado, 8 de junho de 2013
Thereza de Marzo
| A distinta aviadora brasileira Tereza di Marzo |
Capa da Revista ABC Ano III - n-º 108, Lisboa, 20 de Julho de 1922
(Na revista aparece escrito "Tereza di Marzo", provavelmente por assim ter soado o nome, pronunciado por um falante do Brasil, aos ouvidos de um português ainda pouco acostumado à sonoridade do outro lado do Atlântico)
(Na revista aparece escrito "Tereza di Marzo", provavelmente por assim ter soado o nome, pronunciado por um falante do Brasil, aos ouvidos de um português ainda pouco acostumado à sonoridade do outro lado do Atlântico)
sexta-feira, 7 de junho de 2013
Em Ombros
Naqueles tempos as festas eram feitas nos montes
era lá que estavam os cruzeiros e as ermidas
à volta as árvores eram pinheiros
o chão de terra e pedras
ainda havia Deus
os ombros carregavam alegrias
quinta-feira, 6 de junho de 2013
quarta-feira, 5 de junho de 2013
Acordos falhados
Quando leio imprensa do início do Séc. XX vejo-me muitas vezes obrigado a recorrer a dicionários da mesma época. Objectos relativos a acções e gestos que já ninguém realiza, e a artes e ofícios desaparecidos, assim como os nomes desses mesmos actos e ofícios, levam-me a procurar desfazer as dúvidas. A tendência natural de depreender o significado das palavras pelo contexto, conduz muitas vezes ao erro pelo facto de estarmos precisamente fora de um contexto deixado há muito para trás.
Noto que o meu dicionário da língua portuguesa da
livraria Simões Lopes, de 1939, refere a legislação de acordo com a qual foi
publicado – “acordismo” daquele tempo.
Atento nisso e não posso deixar de pensar nos
problemas enormes, que, de forma dispensável e gratuita, fomos arranjar com o
dito “acordo ortográfico” de 1990.
Consulto o meu dicionário, muito bem feitinho para
respeitar o “… acordo celebrado entre a Academia das Ciências de Lisboa e a
Academia Brasileira de Letras” e não posso deixar de pensar que estamos a
falhar onde já outrora falhamos. O que prevalece é bem diferente do que se quer impor, porque o Português é uma língua viva.terça-feira, 4 de junho de 2013
segunda-feira, 3 de junho de 2013
sábado, 1 de junho de 2013
sexta-feira, 31 de maio de 2013
No inferno
A tristeza
que aí vai. Quanto mais se fala, se critica, se comenta, se javarda em
verborreias incontinentes, pior; só mais tristeza!
Eu resumo
o que aconteceu. Aqui há três anos morremos e fomos para o inferno. Estamos
agora a atravessar o campo de todas as expiações, vai cheia a barca e
transborda de lamentos, e nem podemos contar com o barqueiro, demos-lhe duas
moedas e cuspiu nelas.
É assim o
inferno, um cenário velho como a noite onde todos os diabos e figurantes são
eles também almas penadas.
Não nos
enganemos.
Aparece o
demónio velho rodeado da esquerdalhada
sem nome, que se diz bloco, incréu, homofilo, confuso e baralhante,
estupurador indignado, que toca tambor de guerra disfarçado de bater no peito,
que rasga as vestes mais para a orgia do caos
do que para abrir o peito – cheio de podres. Aparece o demónio velho e reúne
a escumalha, faz parte do cenário.
Morremos e
fomos para o inferno. Estamos a atravessá-lo.
Fora de
cena quem não é de cena, choremos e ranjamos os dentes, somos os actores deste
acto, a tragédia vai ser interpretada até ao fim.
JMP
quinta-feira, 30 de maio de 2013
quarta-feira, 29 de maio de 2013
terça-feira, 28 de maio de 2013
segunda-feira, 27 de maio de 2013
sexta-feira, 24 de maio de 2013
quinta-feira, 23 de maio de 2013
quarta-feira, 22 de maio de 2013
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