A Europa é
o exemplo acabado de laboratório onde foram experimentadas todas as formas de
socialismo.
quarta-feira, 10 de abril de 2013
segunda-feira, 8 de abril de 2013
Whatever
Não vou acabar assim os meus domingos.
A minha curiosidade está satisfeita,
nem chegou a matar o gato.
Há uma máquina de não fazer sentido
na RTP1, às vinte e uma,
a um nadinha do trinta e um,
mas bem para lá do risco.
Vai-te catar, Sócrates;
sei o que fizeste no verão passado,
e este inverno que não passa!
e este inverno que não passa!
Fotografia daqui
domingo, 7 de abril de 2013
sexta-feira, 5 de abril de 2013
quinta-feira, 4 de abril de 2013
Devaneio em prado de papel
Tuês;
tuês é a tua linguagemvista pelos meus olhos.
Lidade, é o resultado do que se lida.
A tua lidade é no fim de contas
o que fazes.
Atualidade são três palavras,
aglutinadas por ti.
Atualidade és tu,
ou o que se vê de ti.
O acordês é,
a modos que, a linguagem
de cordeiro, se for branco,
num prado de papel
com palavras de brincar.
quinta-feira, 28 de março de 2013
Sócrates voltou :(
Depende da mãe, depende do filho. Desejar que ele não lhe apareça, que se aparece é para chatear, é o sentimento de muitas, e podem não ser nada más pessoas.
Ele
voltou, está o mesmo, é o mesmo. Confirmaram-se as expectativas; eram que assim
fosse e assim foi. Não aprendeu nada, não esqueceu nada, não se lembrou de nada
que antes tivesse esquecido.
O mundo muda todos os dias. Queria-se telefonar, ia-se à mercearia, o telefone lá em casa tocava, era da França, para ir, por favor, chamar a Aurora, que voltavam a ligar dali a dez minutos. Ele está o mesmo; mal entrou, perguntou pelas coisas que deixou num móvel levado poucos dias depois de ter partido, por alguém que entrou pela casa dentro com uns papéis assinados por ele. Ainda lhe disseram que quem levou a cómoda levou tudo, mas ele está o mesmo.
Há pessoas que já nascem assim. Têm aqueles feitios! Acham-se o centro do mundo e que todos os outros pertencem a uma espécie à parte. Arrebanham uns tantos daqueles que são de arrebanhar e não deixam mais ninguém em paz
Por uma questão de educação dá-se-lhes o seu espaço, mas o espaço a que se sentem com direito é toooodo o espaço. Dá-se-lhes um espelho para que se reconheçam no que se vê deles, mas entendem que a imagem que têm de si próprios é a que tem de ser vista.
O difícil que é, aturar estas pessoas zangadas, crispadas, convencidas… ainda se exercessem o seu “oficiozinho diário” em privado, era lá com eles; mas querem o mundo!
A ele e ao seu rebanho, fecho-os no recanto mais próximo da minha indiferença, onde os possa vigiar. Não vá ter que os levar a sério, chegar ao ponto de ou eles ou eu, e ter de fugir, sei lá!
JMP
O mundo muda todos os dias. Queria-se telefonar, ia-se à mercearia, o telefone lá em casa tocava, era da França, para ir, por favor, chamar a Aurora, que voltavam a ligar dali a dez minutos. Ele está o mesmo; mal entrou, perguntou pelas coisas que deixou num móvel levado poucos dias depois de ter partido, por alguém que entrou pela casa dentro com uns papéis assinados por ele. Ainda lhe disseram que quem levou a cómoda levou tudo, mas ele está o mesmo.
Há pessoas que já nascem assim. Têm aqueles feitios! Acham-se o centro do mundo e que todos os outros pertencem a uma espécie à parte. Arrebanham uns tantos daqueles que são de arrebanhar e não deixam mais ninguém em paz
Por uma questão de educação dá-se-lhes o seu espaço, mas o espaço a que se sentem com direito é toooodo o espaço. Dá-se-lhes um espelho para que se reconheçam no que se vê deles, mas entendem que a imagem que têm de si próprios é a que tem de ser vista.
O difícil que é, aturar estas pessoas zangadas, crispadas, convencidas… ainda se exercessem o seu “oficiozinho diário” em privado, era lá com eles; mas querem o mundo!
A ele e ao seu rebanho, fecho-os no recanto mais próximo da minha indiferença, onde os possa vigiar. Não vá ter que os levar a sério, chegar ao ponto de ou eles ou eu, e ter de fugir, sei lá!
JMP
quarta-feira, 27 de março de 2013
Correio Electrónico 10
Alex Fergusson, Guardiola, e Mourinho, morreram e foram para o céu sendo recebidos por Deus.
Deus: Ferguson, o que fizeste, enquanto andavas lá em baixo?
Ferguson: Vivi para o Futebol e ajudei vários Jogadores a fazerem-se Homens!
Deus: Muito bem, senta-te então à minha esquerda!
Guardiola, e tu, meu filho?
Guardiola: Treinei o Barcelona, agarrei-os em cacos e fiz deles uma equipa campeã, e ainda ensinei o Messi a falar Espanhol!!
Deus: Está bem, senta-te à minha direita!
Deus: E tu José, o que tens para me dizer?
Mourinho: Para começar, estás sentado no meu lugar!!!!
enviado por Z.N.
terça-feira, 26 de março de 2013
segunda-feira, 25 de março de 2013
quinta-feira, 21 de março de 2013
À procura de um epitáfio (2)
(*)
DEIXAVAS QUE O SOL MARCASSE O
RITMO
DO TEMPO, Guias-te AGORA pela LUZ ETERNa
DO TEMPO, Guias-te AGORA pela LUZ ETERNa
(*) Está tudo bem, isto é um exercício que faço sem me causar espécie.
quarta-feira, 20 de março de 2013
segunda-feira, 18 de março de 2013
Samarcanda
…
- É sempre preferível que uma desgraça
chegue tarde! Não conheces a história do burro falante de Nollah Nasruddine?
Este último é o herói semi-lendário de
todas as anedotas e de todas as parábolas da Pérsia, da Transoxiânia e da Ásia
Menor. Chirine contou:
- Dizem que um rei meio louco condenara
Nasruddine à morte por ter roubado um burro. No momento em que vão conduzi-lo
ao suplício, Nasruddine exclama: «Este animal é em realidade meu irmão, um
mágico deu-lhe a aparência que vedes, mas se mo confiarem durante um ano ensiná-lo-ei
de novo a falar como vós e eu!». Intrigado, o monarca manda o acusado repetir a
promessa antes de decretar: «Muito bem! Mas se dentro de um ano, nem mais um
dia, o burro não falar, serás executado.» À saída, Nasruddine é interpelado
pela esposa: «como podes prometer semelhante coisa? Sabes muito bem que o burro
nunca há-de falar.» - «É claro que sei», responde Nasruddine, «mas daqui a um
ano o rei pode morrer, o burro pode morrer, ou então posso eu morrer.» a
princesa prosseguiu:
- Se tivéssemos sabido ganhar tempo, a
Rússia talvez se atolasse nas guerras dos Balcãs ou na China. E depois o czar
não é eterno, …
Título do original: Samarcande
Tradução de G. Cascais Franco
Autor. Amin Maalouf
(Distribuição de forma conjunta e inseparável com uma publicação do Grupo COFINA)
BIBLIOTECA SÁBADO
quinta-feira, 14 de março de 2013
domingo, 10 de março de 2013
Acordo Ortográfico?
Triste acordo, que o não é!
Lembro a mensagem que aqui postei no dia 28 de Fevereiro,
em que trouxe o livro de Teilhard de Chardin “O Fenómeno Humano”, para trazer à
liça uma lacónica nota dos tradutores, impressa numa daquelas folhas para lá do
índice, páginas já sem numeração, a que ainda se segue uma outra que diz – Esta obra acabou de se imprimir na Imprensa
Portuguesa, no Porto, em Janeiro de 1970.
Eis a
tal nota:
Esta pérola convém ser levada em conta, quanto mais não
seja para se juntar ao facto de o Brasil nunca ter aplicado os anteriores
acordos ortográficos, nem o de 1931 nem o de 1945, e lembrar que há muito mais
a separar-nos além da ortografia. No caso da nota dos tradutores de “O Fenómeno
Humano”, se não tive dificuldade alguma com “verisímel” e “inverisímel”, já com
“evolver” mais facilmente teria entendido outra coisa diferente de evoluir!
Lembro-me de uma vez, a consultar o manual de um aparelho
de espectrofotometria, tradução do inglês para português do Brasil, ter tido
dúvidas sobre uma referência a “… diferir 45º do normal”; no original o que
estava escrito era “… diferir 45º da normal”. Naquele caso, tive a oportunidade
de me deparar com dificuldades provenientes de uma tradução incompetente, mas
principalmente, provenientes de liberdades e imprecisões linguísticas
incompatíveis com o texto técnico. Ainda hoje, quando o que está em causa são
livros técnicos e posso escolher entre uma tradução para espanhol e uma para
português do Brasil, escolho o espanhol.
Entendo que na defesa do Português como uma língua de
referência no mundo, se tente evitar que dela divirjam padrões, a ponto de se
ter que considerar línguas diferentes. Mas também sei, que a opção de agir
politicamente sobre os padrões, sendo que se trata da ortografia, é a forma mais
fácil mas mais falível de tentar atingir os intentos. Corresponde a, no intuito
de reduzir politicamente as diferenças entre ricos e pobres, declarar como
pertencentes à classe média todos aqueles que vão do salário mínimo até aos que
conseguem gastar em vida todas as suas posses. O problema, se se quiser
considerar problema, de o Português ter variantes, aparece logo de região para
região, do continente para as ilhas e de ilha para ilha. As diferenças na
grafia de determinadas palavras, não serão com toda a certeza mais importantes
do que a fria constatação de se ver grafadas uma série de palavras das quais
não se entende o significado.
Quem estiver familiarizado com a escrita em imprensa do
início do Séc. XX, saberá a variabilidade que caracterizava a escrita da nossa
língua por esses tempos. A estabilidade reconhecida na escrita do Português,
antes da entrada em vigor do (dito acordo) ortográfico de 1990, tinha um valor
imenso, do qual comecei desde logo a ter saudades, por ter a certeza que seria
o primeiro a sofrer consequências.
Em Angola já se diz que se Portugal não defende a própria
língua, a defendem eles. O Brasil, a quem se dirigia esta portuguesíssima
vontade de agradar, adiou para as calendas gregas a aplicação do que por cá se
continua a chamar “acordo”! Deparo-me com escritas como a da carta a mim
endereçada pela Administração Regional de Saúde do Norte (por motivo de
actualização da lista de utentes), onde é visível a vontade de obedecer ao AO,
mas faz conviver na mesma página as palavras: contacto, contatar e contato. A
ler a mesma carta soou-me mal a forma como li: receção, ativa, atualizar, e
outras.
Por mim, até preferia continuar a escrever “sciencia” e
“pharmácia”, do que me ver nesta situação, sem ter a quem pedir contas; os que
fazem disto, ou fogem, ou escondem-se atrás “da festa que foi”. Continuarei a escrever como sempre escrevi.
Se é por questões de simplificação, esqueçam. Não me mexam
na escrita das palavras, nem no som dos instrumentos musicais, muito menos
queiram tocar na minha inteligência.
sexta-feira, 8 de março de 2013
quinta-feira, 7 de março de 2013
terça-feira, 5 de março de 2013
Omar Khayyam
Omar Khayyam (1048-1131), persa de Nichapur,
poeta, matemático e astrónomo.
Trago um dos seus Rubaiyat ou robai (no singular) - quadra:
***
Se não
tiveste a recompensa que merecias,
não te importes, não esperes nada;
já estava tudo nas páginas daquele livro
que o vento da eternidade vai virando ao acaso.
não te importes, não esperes nada;
já estava tudo nas páginas daquele livro
que o vento da eternidade vai virando ao acaso.
***
Encontre os seus rubaiyat aqui
segunda-feira, 4 de março de 2013
Chico Redondo
Chico Redondo
Fotografia da revista ABC n.º 87 – 9 de Março de 1922
A criança é quem viria a ser conhecido por Chico Redondo - D. Francisco de Sousa Coutinho (1866 - 1924)
Esta revista manteve um acompanhamento constante da vida e obra de Chico Redondo desde a data do artigo donde extraí a foto, até à sua morte.
Mais sobre Chico Redondo aqui
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
O Fenómeno Humano
O FENÓMENO HUMANO
Pierre Teilhard de Chardin(escrito entre 1938 e 1940, sofreu "retoques" em 1947 e 1948)
Editora Herder – São Paulo
Filosofia e Religião (16º Volume) – Biblioteca fundada por Leonardo Coimbra
Livraria Tavares Martins, Porto – 1970 (3ª Edição)
Título Original: LE PHÉNOMENE HUMAIN (Éditions du Seuil, Paris)
Tradução portuguesa de LÉON BOURDON (Professor) e JOSÉ TERRA (Leitor), do Instituto de
Estudos Portugueses da Sorbonne
Os direitos
Extracto do RESUMO OU
POSFÁCIO
…
1. UM MUNDO QUE SE ENROLA: OU A LEI
CÓSMICA DE
COMPLEXIDADE-CONSCIÊNCIA
Temo-nos
familiarizado ultimamente, na escola dos astrónomos, com a ideia de um Universo
que, desde há alguns biliões de anos (apenas!), teria vindo desabrochando em
galáxias a partir de uma espécie de átomo primordial. Esta perspectiva de um
mundo em estado de explosão é ainda discutida: mas a nenhum físico ocorreria a
ideia de a rejeitar como eivada de filosofia ou de finalismo. Não é mau ter sob
os olhos este exemplo para compreender ao mesmo tempo o alcance, os limites e a
perfeita legitimidade científica das concepções que aqui proponho. Reduzido,
com efeito, ao seu cerne mais puro, a substância das longas páginas que
precedem reduzem inteiramente a esta simples afirmação, que, se o Universo nos
aparece sideralmente como em vias de expansão espacial (do ínfimo ao imenso),
do mesmo modo, e ainda mais claramente, ele se nos apresenta, físico-químicamente,
como em vias de enrolamento orgânico
sobre si próprio (do muito simples ao extremamente complicado) – achando-se
este enrolamento particular «de complexidade» experimentalmente ligado a um
aumento correlativo de interiorização, quer dizer de psique ou consciência.
No
domínio exíguo do nosso planeta (o único até agora em que podemos praticar a
Biologia), a relação estrutural aqui notada entre complexidade e consciência é
experimentalmente incontestável, e desde sempre conhecida. O que confere originalidade
à posição adoptada neste livro é o facto de nele se afirmar, desde início, que
esta propriedade particular que possuem as substâncias terrestres de cada vez
mais se vitalizarem complicando-se cada vez mais não é senão a manifestação e a
expressão local de uma deriva tão universal (e excepcionalmente significativa)
como aquelas, já identificadas pela Ciência, que levam as camadas cósmicas não
só a alastrarem explosivamente como uma onda, mas também a condensarem-se
corpuscularmente sob as formas do electromagnetismo e da gravidade, ou ainda a
desmaterializarem-se por irradiação: achando-se provavelmente estas diversas
derivas (um dia o reconheceremos) estritamente conjugadas entre si.
Se
assim é, vê-se que a consciência, definida experimentalmente como efeito
específico da complexidade organizada, ultrapassa muito o intervalo , ridiculamente
pequeno, em que os nossos olhos conseguem distingui-la directamente.
Por
um lado, com efeito, mesmo onde valores quer muito pequenos, quer até
médios, de complexidade no-la tornam
estritamente imperceptível (quer dizer, a partir e abaixo das muito grandes
moléculas), somos logicamente levados a conjecturar em qualquer corpúsculo a
existência rudimentar (no estado de infinitamente pequeno, isto é,
infinitamente difuso) de alguma psique – exactamente como o físico admite e
poderia calcular as alterações de massa (completamente inapreensíveis para uma
experiência directa) que se produzem no caso de movimentos lentos.
Por
outro lado, precisamente nos pontos do Mundo onde, em consequência de
circunstâncias físicas diversas (temperatura, gravidade…), a complexidade não
chega a atingir os valores ao nível dos quais uma irradiação de consciência
poderia influenciar os nossos olhos, somos induzidos a pensar que, tornando-se
favoráveis as condições, o enrolamento, momentaneamente detido, retomaria logo
a sua marcha para a frente.
Observando,
insisto, segundo o seu eixo das Complexidades, o Universo encontra-se, no
conjunto e em cada um dos seus pontos, em estado de tensão contínua de
dobramento orgânico sobre si mesmo e, portanto, de interiorização. O que significa
que, para a Ciência, a Vida se acha desde sempre e por toda a parte em estado
de pressão; e que, nos sítios em que conseguiu romper de modo apreciável, nada
a pode impedir de levar até ao máximo o processo de que saiu.
…
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
Correio Electrónico 9
Fwd: Fila de espera: ALENTEJO: Repartição de Finanças de Redondo
Demais!!!!! Pura Inteligência. Para quê estar de pé?
Mensagem de P.D
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
En passant
Uma gaja, pá, quando não sabe fazer nada, pá, ainda pode dar para
enfeitar. Um gajo, pá, um gajo? Quando um gajo não sabe fazer nada, pá,
deus me libre…
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
domingo, 24 de fevereiro de 2013
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
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