quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

A não perder




          Francisco José Viegas além do mais, também é blogger. O blogue dele é A Origem das Espécies“ e é um dos que mais gosto, por isso está entre “os que sento à minha direita”. Hoje, dia 14 de Fevereiro, FJV publica nesse seu espaço um texto intitulado “No Estado, o absurdo não paga imposto?” – Não percam.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Conúbio




Matrimónio, aliança, núpcias, bodas, ligação, conjúgio, enlace, união, parceria, tálamo, nó, corporação, casamento, himeneu ou … consórcio!

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Perdidos



          Não foi por falta de aviso sobre os perigos de viajar no tempo. Fui-me aventurando, de cada vez um pouco mais longe, agora estou no século XI com um portátil debaixo do braço e uma câmara fotográfica, com uma teleobjectiva, ao pescoço. É uma situação desconfortável porque não me sinto nada discreto, e não estou habituado a dar nas vistas.
          Nunca devia ter centrado toda a atenção em não me encontrar comigo próprio, agora estou perante mim, porque só eu me digo respeito neste mundo, e nem é assim tão difícil. Senti algum pânico ao início, mas agora estou mais interessado em ver se terei ligação wi-fi e se os registos digitais resistem aos “buracos de verme”.
          Ainda ontem (ou dez séculos à frente), pensava eu que nunca deveria viajar por perto para evitar encontrar-me, ou encontrar quem pudesse vir a reconhecer-me como uma imagem do passado. O tempo de uma vida, para a frente ou para trás, provocaria em qualquer caso, mais tarde ou mais cedo, a impressão em quem me visse e conhecesse, que estava a ver coisas passadas. Eu explico: Se os meus avós se tivessem encontrado comigo em 1928, assim que eu adquiri feições de adulto teriam a sensação de me conhecer dos tempos da juventude. Se as crianças que me conhecem no meu tempo, me encontrarem com o aspecto de quarentão quando já forem velhos, terão a sensação que conheceram, em tempos, alguém muito parecido. Incomoda-me a possibilidade de me transformar num déjà-vu, quanto a encontrar-me comigo próprio penso que nos saberíamos comportar.
          Exagerei, é óbvio. Arrisco-me a encontrar uma horda de muçulmanos, que lhes direi? Agradeço-lhes os benditos números de 1 a 9 e deixo-lhes a profecia mais certa que já conheceram… Compreendam a minha situação, vim parar a um mundo onde, para mim, está tudo a começar; o que não é tão diferente assim do mundo donde venho, onde está tudo por fazer.
          Pode parecer estranho, tenho acesso à rede, sem fios, o telemóvel também funciona; nada disso me espanta muito. É uma questão de realidades paralelas, ou de ciclos que volteiam concêntricos. Fiz de forma estouvada aquele gesto que me arremessa no tempo, agora só tenho de compreender onde o aprendi e como moderar os ímpetos. Enquanto aqui estiver, estou seguro. Já antes estive no futuro, o que me garante que lá chegarei, porque já lá estive.

JMP

Continua (?)
   

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Uma mulher actual

               "Um sorriso antigo" Vs. "Um sorriso moderno"!


Intitulado “A Magia da Expressão”, apresenta no topo a frase “A thing of beauty is a joy for ever – (Keats)”.
É um artigo da revista ABC, 20 de Julho de 1922, assinado por G Monteiro.
O autor encontra no calendário que a Remington (marca de máquinas de escrever) enviou para a redacção, um rosto que o encanta, e desata a discorrer sobre o conceito de beleza ao longo dos tempos.
Deixo um pequeno excerto. A ilustração está acima.

Contrastando com essa tão decantada expressão da Monna Lisa, apresentamos hoje aos nossos leitores um outro rosto de mulher que traduz, por uma fórma eloquente, o tempo em que vivemos, em que surgiram descobertas geniais como a electricidade, os aeroplanos, o telefone, a máquina de escrever «Remington» e todas as maravilhas, enfim, de que somos testemunhas…

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

FORMAT C:



          Mais-valia foi o termo a que Karl Marx deitou mão quando teve que dar um nome e relevância à diferença que encontrou entre o valor do que os trabalhadores produziam e aquilo que lhes era pago. Esta explicação pode não estar completamente fiel, não está com toda a certeza completa, mas é certo que “Mais-Valia” se refere a uma coisa da esfera do lucro, tanto mais que todo o contexto em que nasce é o de “O Capital”, uma série de livros de Marx, onde discorre sobre o Capitalismo.
          Não é fácil, agora, identificar o momento ou as condições em que a expressão saltou literalmente para a rua e passou a ser usada fora do contexto natural. Tenho motivos para dizer que foi por meados do segundo governo de António Guterres, ano 2000, portanto. Por alturas do seu primeiro governo já uma outra expressão tinha sido incubada e dada “à saciedade” para uso indiscriminado; consistia em adjectivar tudo de “sustentado”, tomar todas as decisões de forma “sustentada” e fazer tudo “sustentadamente”. Maria de Belém Roseira, ao tempo ministra da saúde e depois “para a igualdade” (vemos hoje o sustento que o ministério teve) era dos que mais acarinhava e difundia os “sustentos” e deve ter sido, em todos os tempos, quem mais falou em coisas sustentadas. A coisa fez época, e passou.
           Usei acima a expressão “à saciedade”, ela própria também teve a sua época, que situo em torno de 2002 – governo de Durão Barroso. Talvez devido às farturas distribuídas, sem qualquer sustentabilidade e com vista a uma igualdade que se tinha querido impor pelos governos anteriores, a expressão “à saciedade” de que Paulo Portas muito gostava, foi usada a fazer jus a ela própria, e desapareceu praticamente com o contexto político que a difundiu. Viriam a seguir os governos de Sócrates (de má memória e feliz afastamento), com ele veio o “ao invés” e muito português maltratado (deixo o sentido à escolha).
          De trás de todas estas, dos anos 90, veio o “ir ao terreno/ estar no terreno/ conhecer o terreno”, hoje já usada com maior propriedade!
          Voltando à “mais-valia”, em franco progresso, mesmo em tempo de todas as contenções, é usada e abusada e tida em muito boa conta, apesar da pejorativa nascença. Assim, um bom elemento é uma mais-valia, um benefício é uma mais-valia, uma beneficiação também, uma dádiva é uma mais-valia, a sorte também o é… enfim, mais valia que estivessem calados!

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Irene Grave

 


A fotografia é da revista ABC, Novembro de 1922.
Irene Grave aparece mencionada como actriz do Eden-Teatro – a falta da acentuação no “Éden” é para respeitar a escrita da altura.
Na rubrica “teatros”, a ABC noticia que o teatro do género cine-policial está em voga e que se foi anichar no Eden, sendo a peça nacional “O tratado secreto” a terceira a representar-se naquela sala de Lisboa. A peça era de autoria de Adolfo Coelho, João Fonseca e Jorge Serio, este último, marido de Irene que representava uma “graciosa «miss» Mary”.
Encontro o nome de Irene Grave no papel de Teresa de Albuquerque, no filme “Amor de Perdição” de 1921, do realizador francês George Pallu (4/12/1869 – 01/09/1948). É claro que estamos a falar da obra de Camilo Castelo Branco.
É tudo o que encontro sobre Irene; habita agora outras esferas.
 

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Iterações em distanciamento!


          Isto de acabar uma conversa ao telefone, tem sofrido uma grande evolução. As frases com sentido têm sido preteridas em favor de palavras repetidas e gralhar decrescente, a lembrar o efeito de afastamento progressivo.
          Se antigamente se terminava  um telefonema com um com licença, gosto em ouvi-lo, bom fim-de-semana,  obrigado pelo telefonema, até amanhã, um beijo, abraço, cumprimentos à titi (quando a conversa era com a prima), etc., passou a terminar-se o mesmo telefonema com tchau  tchau tchau, tchau tchau, ou, beijo beijo beijo tchau tchau, beijo…, ou, até amanhã até amanhã até amanhã até amanhã…, ou, beijinho linda tchau tchau beijiiiinho beijiiiiinho, quando a conversa era com a prima..
          Acontece-me, de longe a longe, voltar a levantar o auscultador depois de ter terminado uma conversa, e ainda lá estar uma palavra a repetir-se! Pouso o auscultador com muito cuidado ou desligo primeiro com a preciosa ajuda do cauteloso indicador.
          Passei com o olhar pelo meu telefone; assaltou-me a dúvida do que ouviria se o levasse ao ouvido, com quem tinha falado da última vez… Pacificou-me a memória do sinal contínuo - tuuuuuuuuuuuuuuuu...

JMP

 

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Epitáfio de Kepler

Johannes Kepler, matemático e astrónomo alemão (27/12/1571-15/11/1630)

 
 
Costumava medir os céus,
Agora meço as sombras da Terra
A minha mente andava pelos céus,
Agora a sombra do meu corpo repousa aqui.
 


terça-feira, 22 de janeiro de 2013

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

As Cidades Invisíveis

 
 

I
 
            Nada garante que Kublai kan acredite em tudo o que diz Marco Polo ao descrever-lhe as cidades que visitou nas suas missões, mas a verdade é que o imperador dos tártaros continua a ouvir o jovem veneziano com maior atenção e curiosidade que a qualquer outro enviado seu ou explorador. Na vida dos imperadores há um momento, que se ergue ao orgulho pela vastidão ilimitada dos territórios que conquistámos, á melancolia e ao alívio de sabermos que em breve renunciaremos a conhecê-los e a compreendê-los; um sentimento como que de vazio que nos assola uma noite como o cheiro dos elefantes depois de chover e da cinza de sândalo que arrefece nas braseiras; uma vertigem que faz tremer os rios e as montanhas historiados em fila na exuberante garupa dos planisférios, que enrola uns nos outros os despachos que nos anunciam a derrocada dos últimos exércitos inimigos de derrota em derrota, e tira o lacre dos selos de reis de que nunca se ouviu falar e que imploram a protecção das nossas armadas que avançam em troca de tributos anuais em metais preciosos, peles curtidas e cascas de tartaruga: é o momento desesperado em que se descobre que este império que nos parecera a soma de todas as maravilhas é uma ruína sem pés nem cabeça, que a sua corrupção está demasiado gangrenada para que baste o nosso ceptro para a remediar, que o triunfo sobre os soberanos adversários nos fez herdeiros da sua longa ruína. Só nos relatos de Marco Polo, Kublai Kan conseguia discernir, através das muralhas e das torres destinadas a ruir, a filigrana de um desenho tão fino que escapasse ao roer das térmitas.

Título do original: Le città invisibile
Autor: Italo Calvino
Tradução de José Colaço Barreiros
(Distribuição de forma conjunta e inseparável com uma publicação do Grupo COFINA)
BIBLIOTECA SÁBADO

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

HOP, por Auzenda de Oliveira


          Publicidade em Portugal no início dos anos 20 do Século XX


                         Texto:

                                       Os meus dentes são bellos?
                                       Usem os produtos dentifricos Hop.
                                                                      Auzenda de Oliveira

Nota: Nos anos 20 a publicidade na imprensa escrita representa já uma taxa de ocupação das páginas muito significativa. É notória a persistência da publicidade aos produtos HOP na revista ABC, um semanário com saída à Quintas-feiras. Essa marca de produtos de higiene serviu-se da imagem das mais visíveis jovens actrizes da época. Uma busca pela etiqueta "publicidade", neste blogue, dá acesso a uma quantidade de anúncios da marca com diferentes actrizes.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Auzenda de Oliveira

"Miss Issipi"

Em artigo de crítica de espectáculos da Revista ABC, 2/11/1922 
 
 
     ... chamando a atenção para o seu trabalho na «Miss Issipi», fazer notar a escassa homenagem que aos méritos desta actriz se presta, escorando-lhe simplesmente o nome com puídos adjectivos, sem a referência devida ao esforço inteligente, que ela põe no desempenho dos papéis que lhe confiam. Decerto Auzenda é, como o lugar-comum afirma, «esbelta», «desenvolta», «graciosa», mas mais do que isto e além disto ela é uma artista meticulosa nos seus processos, criando no ambiente um pouco folgado das operetas figuras que vivem e sentem, representando, enfim.
     ...
 

Nasceu na Pocariça em 20 de Março de 1888
Faleceu em 16/08/1960
 
Mais sobre Auzenda de Oliveira aqui


sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Dito 47



          As despedidas e o suicídio perdem a sua dignidade se os repetirem
 
Jorge Luis Borges, em "História da eternidade"

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Mercedes Blasco


 


              Mercedes Blasco (4.Set/1870 - 12.Abr/1961)
              Apontamento da Revista “ABC”, n.º 109 de 17 de Agosto de 1922
Mais sobre Mercedes Blasco aqui.

Dito 45.1




Nós não somos todos iguais. Somos iguais, à partida; depois, fazemos escolhas…
O momento de partida é sempre o próximo.

domingo, 6 de janeiro de 2013

O Número de Ouro





A intensidade da conhecida força electromagnética entre dois electrões, por exemplo, expressa-se em física em função de uma constante denominada «constante de estrutura fina». O valor desta constante, quase exactamente 1/137, intrigou muito as gerações de físicos. Uma anedota sobre o famoso físico inglês Paul Dirac (1902-1984), um dos fundadores da mecânica quântica, diz que, quando chegou ao Céu, lhe foi permitido fazer uma pergunta a Deus. A sua questão foi: «Porquê 1/137?»
               A sucessão de Fibonacci contém ainda um número absolutamente espantoso – o seu décimo primeiro número, 89. O valor de 1/89 em representação decimal é igual a 0,011 235 95 … Suponhamos que reordenávamos os números de Fibonacci 1, 1, 2, 3 , 5, 8, 13, 21, … como fracções decimais da seguinte forma:


O NÚMERO DE OURO
Título original: The Golden Ratio - The Story of Phi, the World´s Most Astonishing Number
Mario Livio, 2002
Gradiva
Tradução: João Nuno Torres

sábado, 5 de janeiro de 2013

Dito 46


     
      O lume à beira da estopa, o diabo lhe assopra.

Cruzeiro de Freamunde

 


 
            Enquanto fotografo o cruzeiro, atravessa a estrada de frente para mim, o poeta António Rodela.
            - Venha cá, também ficou na fotografia.
            - A tirar fotografias ao cruzeiro, é simples, há mais bonitos…
            - É bonito, robusto, e alto
            - Já escrevi umas coisas ao cruzeiro, um soneto, até tenho aqui
            O Rodela abriu a maleta de mão e expôs um grosso monte de papéis escritos com letra muito certinha, e um caderno; localizou a folha com os versos ao cruzeiro como se nunca tivesse tido outra em mente.


            Cruzeiro dos meus tempos de menino,
            Quantas noites inteiras de verão
            Eu faço a minha cama no teu chão,
            Até que para a missa toque o sino.

            E as vezes que eu girei em procissão
            Aqui ao teu redor, de opa ou de anjinho,
            No papel de autêntico santinho,
            Embora fosse só de ocasião.

            Os teus braços velhinhos e cansados
            São a mais linda renda de bordados
            Que a nossa terra põe na mesa.

            Quando tem que assear os seus portais
            Pra receber visitas cordiais,
            Em ti até o sol tem mais justeza.

                  Rodela, 11-10-2002

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

O LIVRO DAS IGREJAS ABANDONADAS




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               A MANCHA PRETA

       Os mineiros de carvão tinham feito uma cabana que lhes servia de igreja. Pilhas de lenha formavam as paredes e cobria tudo um telheiro de ramadas.
       O padre vinha dizer missa no dia da assunção e quase sempre estavam agachados lá dentro porque fora já chovia e a água fazia tremer as folhas do bosque.
       No mês de Outubro de mil novecentos e cinquenta, uma noite um raio atingiu em cheio a igreja queimando tudo.
       Agora a gente do vale vem cá acima rezar ao pé da mancha preta de cinzas e, quando levanta os olhos, vê ali à frente por um momento a cabana em pé, e o raio ainda não caiu.
 
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O Livro das Igrejas Abandonadas
(Il libro delle chiese abbandonate) - 1988
Tonino Guerra (16/3/1920 - 21/3/2012)
Edição: ASSÍRIO & ALVIM
             (Gato Maltês/31)



quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Natal 4



No Natal celebra-se Jesus.
Quando se perde a ligação ao tema, qualquer tema, é-se levado numa trajectória que lhe é tangente, para fora, diverge-se portanto, e sai-se.
Um exemplo de deriva e perda no vazio, é uma hipopótama gorda a dançar rap em malhas.
Outro exemplo, é um velhote vestido com as cores de uma marca de refrigerantes, a atormentar as crianças de todo o mundo com sonhos que nunca serão satisfeitos.
Jesus não libertou só os crentes; trouxe o Amor entre os Homens como mensagem e como caminho e esse Amor serve a todos, mesmo aos que não têm amor para dar.
Subtraído Jesus da equação, voltamos todos à terra ocupada, a abrir a porta ao cobrador de impostos odiado e a sangrar cordeiros no templo de um Herodes qualquer.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Negativos!



     Saqueta de negativos 6x9cm de meados do Séc. XX.
     Os negativos eram entregues ao cliente juntamente com as fotografias. Geralmente eram guardados e não voltavam a ser vistos, mas a necessidade de replicar fotos para oferecer, por ex., fazia com que voltassem ao laboratório para serem projectados sobre papel sensível, em câmara escura, dando origem a novas fotografias. A passagem de negativo a positivo é em si um processo fotográfico, onde se pode refazer o enquadramento, dar mais ou menos exposição, usar papel brilhante ou mate, com mais ou menos grão, etc.
      Pelo actual processo de fotografia digital, as fotografias antes de impressas em papel, residem num suporte de dados. A maior parte das pessoas não tem, nem entre as suas mais leves preocupações, a conservação dos ficheiros informáticos. Apesar de nunca ter sido tão fácil fotografar como na actualidade, em que qualquer telemóvel tem uma câmara fotográfica, é possível que uma grande parte das fotografias que se fazem, não perdurem por mais de meia dúzia de anos; é pena!