sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Dito 47



          As despedidas e o suicídio perdem a sua dignidade se os repetirem
 
Jorge Luis Borges, em "História da eternidade"

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Mercedes Blasco


 


              Mercedes Blasco (4.Set/1870 - 12.Abr/1961)
              Apontamento da Revista “ABC”, n.º 109 de 17 de Agosto de 1922
Mais sobre Mercedes Blasco aqui.

Dito 45.1




Nós não somos todos iguais. Somos iguais, à partida; depois, fazemos escolhas…
O momento de partida é sempre o próximo.

domingo, 6 de janeiro de 2013

O Número de Ouro





A intensidade da conhecida força electromagnética entre dois electrões, por exemplo, expressa-se em física em função de uma constante denominada «constante de estrutura fina». O valor desta constante, quase exactamente 1/137, intrigou muito as gerações de físicos. Uma anedota sobre o famoso físico inglês Paul Dirac (1902-1984), um dos fundadores da mecânica quântica, diz que, quando chegou ao Céu, lhe foi permitido fazer uma pergunta a Deus. A sua questão foi: «Porquê 1/137?»
               A sucessão de Fibonacci contém ainda um número absolutamente espantoso – o seu décimo primeiro número, 89. O valor de 1/89 em representação decimal é igual a 0,011 235 95 … Suponhamos que reordenávamos os números de Fibonacci 1, 1, 2, 3 , 5, 8, 13, 21, … como fracções decimais da seguinte forma:


O NÚMERO DE OURO
Título original: The Golden Ratio - The Story of Phi, the World´s Most Astonishing Number
Mario Livio, 2002
Gradiva
Tradução: João Nuno Torres

sábado, 5 de janeiro de 2013

Dito 46


     
      O lume à beira da estopa, o diabo lhe assopra.

Cruzeiro de Freamunde

 


 
            Enquanto fotografo o cruzeiro, atravessa a estrada de frente para mim, o poeta António Rodela.
            - Venha cá, também ficou na fotografia.
            - A tirar fotografias ao cruzeiro, é simples, há mais bonitos…
            - É bonito, robusto, e alto
            - Já escrevi umas coisas ao cruzeiro, um soneto, até tenho aqui
            O Rodela abriu a maleta de mão e expôs um grosso monte de papéis escritos com letra muito certinha, e um caderno; localizou a folha com os versos ao cruzeiro como se nunca tivesse tido outra em mente.


            Cruzeiro dos meus tempos de menino,
            Quantas noites inteiras de verão
            Eu faço a minha cama no teu chão,
            Até que para a missa toque o sino.

            E as vezes que eu girei em procissão
            Aqui ao teu redor, de opa ou de anjinho,
            No papel de autêntico santinho,
            Embora fosse só de ocasião.

            Os teus braços velhinhos e cansados
            São a mais linda renda de bordados
            Que a nossa terra põe na mesa.

            Quando tem que assear os seus portais
            Pra receber visitas cordiais,
            Em ti até o sol tem mais justeza.

                  Rodela, 11-10-2002

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

O LIVRO DAS IGREJAS ABANDONADAS




---*---


               A MANCHA PRETA

       Os mineiros de carvão tinham feito uma cabana que lhes servia de igreja. Pilhas de lenha formavam as paredes e cobria tudo um telheiro de ramadas.
       O padre vinha dizer missa no dia da assunção e quase sempre estavam agachados lá dentro porque fora já chovia e a água fazia tremer as folhas do bosque.
       No mês de Outubro de mil novecentos e cinquenta, uma noite um raio atingiu em cheio a igreja queimando tudo.
       Agora a gente do vale vem cá acima rezar ao pé da mancha preta de cinzas e, quando levanta os olhos, vê ali à frente por um momento a cabana em pé, e o raio ainda não caiu.
 
---*---
 
O Livro das Igrejas Abandonadas
(Il libro delle chiese abbandonate) - 1988
Tonino Guerra (16/3/1920 - 21/3/2012)
Edição: ASSÍRIO & ALVIM
             (Gato Maltês/31)



quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Natal 4



No Natal celebra-se Jesus.
Quando se perde a ligação ao tema, qualquer tema, é-se levado numa trajectória que lhe é tangente, para fora, diverge-se portanto, e sai-se.
Um exemplo de deriva e perda no vazio, é uma hipopótama gorda a dançar rap em malhas.
Outro exemplo, é um velhote vestido com as cores de uma marca de refrigerantes, a atormentar as crianças de todo o mundo com sonhos que nunca serão satisfeitos.
Jesus não libertou só os crentes; trouxe o Amor entre os Homens como mensagem e como caminho e esse Amor serve a todos, mesmo aos que não têm amor para dar.
Subtraído Jesus da equação, voltamos todos à terra ocupada, a abrir a porta ao cobrador de impostos odiado e a sangrar cordeiros no templo de um Herodes qualquer.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Negativos!



     Saqueta de negativos 6x9cm de meados do Séc. XX.
     Os negativos eram entregues ao cliente juntamente com as fotografias. Geralmente eram guardados e não voltavam a ser vistos, mas a necessidade de replicar fotos para oferecer, por ex., fazia com que voltassem ao laboratório para serem projectados sobre papel sensível, em câmara escura, dando origem a novas fotografias. A passagem de negativo a positivo é em si um processo fotográfico, onde se pode refazer o enquadramento, dar mais ou menos exposição, usar papel brilhante ou mate, com mais ou menos grão, etc.
      Pelo actual processo de fotografia digital, as fotografias antes de impressas em papel, residem num suporte de dados. A maior parte das pessoas não tem, nem entre as suas mais leves preocupações, a conservação dos ficheiros informáticos. Apesar de nunca ter sido tão fácil fotografar como na actualidade, em que qualquer telemóvel tem uma câmara fotográfica, é possível que uma grande parte das fotografias que se fazem, não perdurem por mais de meia dúzia de anos; é pena!

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Na estação de Novelas



          É uma daquelas fotos que anda no álbum de família, mas que, de família, só teve quem estava por trás da lente. Agora, são pessoas sem nome, e imaginei que tenha sido tirada na estação de Novelas, pertinho de Penafiel. No tempo que os comboios apitavam, com o vento a favor, ouviam-se em Freamunde.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Quantos são?



… não passou para sete, não passou para oito, não não, também não passou para nove; nem para nove nem para dez! Também não passou para onze.
Está em doooooozeeee!
Está em doze meus senhores, são dooooozeee e são o-bri-ga-tóóó-rios; é pró menino e prá menina, são dozeeeeee, é obrigatório…
... não os tem? Oh meu senhor, que idade tem? … vamos-lhe arranjar qualquer coisinha… cheguem à frente, quem manda pode, e diz que são doze!
Se não tem os doze, não vai poder receber aquele subsídio que foi cortado a semana passada, e como é que vai arranjar emprego?
Como é que vai arranjar emprego?

Assim como assim é sempre bom saber ler, e escrever qualquer coisita.
Ao fim dos doze, estão uns homens, e umas mulheres!
...


 

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Processo Revolucionário Em Curso


               Pensamento
               Que a Revolução
               Provoca,

               O Povo
               É um ovo
               Que a Liberdade
                                 choca!

                                  Poema de Mário  Martins


                                        Poster de Victor Mesquita
 
Revista: VISÃO - Para uma Nova Banda Desenhada Portuguesa
N.º 1, de 1 de Abril de 1975


segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Humano Ressonante Amarelo

      
          Não fora o despacho do ministério da educação, eu não teria perdido mais tempo com isto. Mordido o isco, dei por mim kin 72, Humano Ressonante Amarelo, portanto. Era a minha assinatura galáctica, o meu kin. Não pude deixar de consultar o Oráculo da Quinta Força, visitar a Família Terrestre, confrontar-me com a Onda Encantada 6 do Enlaçador de Mundos Branco, no Ano Tormenta Espectral Azul - Lua Harmónica do Pavão, e Tzolkin.
          Estou em baixo, vê-se, efeitos do poder antípoda com certeza, kin 202, Vento Ressonante Branco, e do poder oculto, kin 189, Lua Ressonante Vermelha.
          Esqueçam os meus devaneios e passem pelo Blogue MALOMIL - Um País de Ursinhos
          Aproveitem e calculem o vosso kin.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Wassabi...


Desabafo de Édipo



       ÉDIPO A 451º FAHRENHEIT

            Já lá vão uns vinte anos.
            O meu pai só me dava o dinheiro dos transportes para o Liceu. Quando chovia. Porque o Liceu ficava a três quilómetros de casa e se o tempo estava bom ou assim-assim, eu ia a pé.
             Claro que quando chovia, também ia.. o dinheiro para o eléctrico tinha outras perspectivas mais úteis de investimento, na minha maneira de ver as coisas.
            Não vou agora explicar o meu pai. Há coisas mais importantes que quero contar. Mas era assim. Arrumava-me a pasta, fazia de explicador obrigatório e até de barbeiro.
            Tinha uma mãe que estava casada com ele há mais de vinte anos e portanto já não era gente, e uma avó.
            A avó era uma mulher das arábias. Aos noventa anos foi a atropelada por um jipe e, após um mês de hospital, já saía novamente sozinha para onde lhe apetecia.
            A casa da avó ficava a dois quilómetros da casa dos meus pais, a acreditar nas revelações da agrimensura. Na realidade, vivia noutro mundo.
            O Pátio da Cabrinha ainda existe mas já não é o que era. Nesses tempos ainda não havia a ponte. Nem a Avenida de Ceuta. Estava separada da cidade por um deserto limitado por aquele incrível caminho de ferro que atravessa Alcântara.
            A casa ficava num bloco magnífico. Uma série de casas iguais que trepavam por uma bruta rocha, com filas de celhas de lavar a roupa na base e montes de escadinhas de cimento a dar acesso.
            A minha avó morava numas águas furtadas, no cimo da rocha. E eu vinha da cidade, passava a linha de comboio, atravessava o deserto que separava o mundo dela do meu, subia uma escadaria de cimento – trinta e dois degraus por onde em miúdo caíra aos rebolões – e chegava à base da rocha habitada depois de contornar poças de água cinzento-espumaçada das celhas. Subia quatro lanços de madeira carcomida e chegava lá acima.
            As visitas eram egoístas. A avó enfiava-me sempre dinheiro nas algibeiras quando saía e filhoses ou bolos caseiros quando chegava. E com a minha avó morava um primo.
            Esse primo era o orgulho e a desconfiança da família. Alto, elegante e simpático. Agente técnico de electricidade, o que representava o top intelectual da família. E solteiro!
            Não mostrava interesse em casar e tinha livros. Passava o tempo a ler.
            E, Deus seja louvado, emprestava-me livros.
            Foi assim que, aos dez anos, me iniciei na ficção científica.
            Descia as escadas com filhós no estômago, dinheiro nas algibeiras e três ou quatro livros mágicos debaixo do braço.
            Ao chegar ao deserto, começava a andar e a ler.
            Naquela terra de ninguém, não chocava nada à concepção que tinha do mundo nessa altura, começar a ler um livro editado por cães que discutiam a hipótese duma anterior civilização lendária dum ser chamado homem. Ou entrar no século vinte e seis e acompanhar um magnate que planeia um crime numa sociedade em que os políticos são telepatas.
             Só houve um livro que me chocou. Foi quando travei conhecimento com o bombeiro Montag que andava a queimar livros proibidos por excesso de imaginação. Com essa é que o Ray Bradbury me abalou. Uma sociedade onde a lei impunha à população o mesmo que o meu pai a mim. Onde era proibido Nosperatu, O Pai Natal, a Morte Vermelha, Ambrose Bierce e Walt Disney.
             «451.º Fahrenheit – a temperatura a que o livro arde e se consome».
             A ideia criou-me um choque e uma angústia só comparável quando, aos seis anos, ouvira na rádio a adaptação do capuchinho vermelho.
             Não me importava nada de viver num mundo cujos lideres fossem seleccionados por psicotestes dum computador, ou invadido por homenzinhos verdes a duas dimensões que cuimavam e só queriam chatear a malta. Mas, com aquela polícia, com aquele cão mecânico que detectava sentimento de culpa pelo odor da transpiração e que atacava com um agulhão envenenado, não.
             Ambicionava a vinda de todos os cenários que lia. Governo Mundial com conselheiros psicossociólogos, passeios em barcos de areia nos canais de Marte a colher os frutos de cristal… Suportaria a luta pela sobrevivência num mundo pós-Grande-Estoiro, evitando os lagos fosforescentes à noite e lutando com mantas selvagens. Mas aquela sociedade não.
             Porque aquilo conhecia eu. Viver num mundo onde não houvesse nenhuma chance de encontrar uma avó a fritar filhós num sótão, com um primo que me emprestava Sturgeon , Simak ou Frederic Brown…
             Cresci.
             Quando chegamos á lua, estava eu em Luanda. Ouvi pela rádio o maravilhoso «The Eagle has landed» e desatei a rir de contente. Olhei para o quarto crescente grande, branco e puro tentando vê-los e sentindo a maravilhosa liberdade de ver o meu mundo estendido para as estrelas.
             Apreciei a maravilhosa ironia da rotina dos passeios Apolo. E piscava o olho às sucessivas aparições no mundo real dos meus velhos amigos dos livros mágicos da terra de ninguém. O laser, a engenharia genética, academias de parapsicologia…
             Entretanto, a terra de ninguém macadamizou-se. Os psicólogos (sem a educação anti Aristotélica que Van Vogt preconizava para a sua raça eleita) analisavam a educação, inventavam a  pedagogia, e descobriam nove factores contra quatro a favor da história da Branca de Neve.
             E os livros mágicos foram rareando, sem que ninguém os soubesse aproveitar (não ligues, Kubrick, isto não é contigo). Só certas formas de histórias aos quadradinhos… que começavam a ser estudadas, analisadas marxisticamente e higienizadas.
             E quando dou por mim, estou a viver num mundo de adultos. Aparentemente ao nível deles. Mas eles não gostam da imaginação. É subversiva ou reaccionária ou outra coisa qualquer. Mas é etiquetável seja lá como for. E distribuída racionalmente.
             O que é mais discreto mas tão eficiente como um lança-chamas dos colegas de Montag.
             E começo a sentir vontade de me juntar às bruxas de Shakespeare e aos fantasmas de Bierce e Põe à volta dum caldeirão fumegante e nauseabundo num mundo só sonhado, num canal de Marte, a fazer encantamentos com agulhas e bonecos de cera para mandar todos esses senhores anticépticos para as chamas do inferno.
             Mas é cada vez mais difícil sonhar. E eles já apagaram o inferno.

A. TOMÉ
 
Artigo da Revista: VISÃO - Para uma nova Banda Desenhada Portuguesa
Número 1, de 1 de Abril de 1975


terça-feira, 20 de novembro de 2012

Dito 42


Em formulação brasileira:

Estar o diabo feito vaca à porta do açougue


Aportuguesado:

Estar o diabo feito vaca à porta da leiteira

domingo, 18 de novembro de 2012

O Candelabro Sagrado


 
          …
         Rabi Eliezer, o «Puro e Sereno», foi o primeiro a tranquilizar-se, fazendo afectuosamente uma festa no rosto da criança.
          - Tu és um valente – disse, debruçando-se para o pequeno. - Tinha a tua mão na minha e não a senti estremecer. Queres que continuemos a conversar? Ainda não sabes onde vamos nem porque estamos a pé esta noite.
          - Conta… - murmurou o rapazito, com ligeiro tom de prece na voz.
          - Como te disse e te deves recordar, Tito, o maldito, tinha levado os nossos objectos sagrados para Roma e teve a vaidade de os mostrar, em espectáculo, a toda a cidade. Mais tarde, os imperadores romanos que lhe sucederam, depositaram a nossa menorah com as outras relíquias de Schelomo num edfício a que chamaram Templo da Paz. Frase insensata! Como se a paz pudesse durar e ter asilo neste mundo belicoso! Mas o Eterno não permite que aquilo de ornamento em sua própria casa, fique num templo estrangeiro; uma noite, Ele ateou um incêndio que consumiu o monumento, as estátuas e as riquezas que continha. Apenas o nosso candelabro escapou às chamas devoradoras. Foi uma nova prova de que nem o fogo, nem a mão criminosa dos homens podem nada sobre Ele. Deus adverte-os assim de que devem pôr os objectos sagrados no lugar santo onde os veneramos, unicamente pela sua santidade e não por causa do seu valor. Mas os loucos compreendem as advertências do céu, os corações endurecidos obedecem à razão? …
          Rabi Eliezer suspirou e prosseguiu:
          - … Eles agarraram no nosso candelabro sagrado e levaram-no, uma segunda vez, para outra casa do imperador: e como ele dormia lá, no fundo de um quarto bem fechado, pensaram em tê-lo ali guardado eternamente. Mas um bandido encontra sempre outro bandido que o ataca, e aquilo que se conquista pela violência perde-se pela violência. Cartago atacou Roma, como Roma assaltara Jeruscholajim. Pilharam-na como ela nos espoliara a nós; os seus santuários foram ultrajados como haviam sido os nossos. Mas os bandidos que tu viste lá em baixo, roubaram-nos também o nosso bem, o nosso divino candelabro, e os seus carros, que vão diante de nós, conduzem o que os nossos corações mais amam. Amanhã, embarcam-no e levam-no para outros céus, longe dos nossos olhos desolados; a sua luz nunca mais nos iluminará, a nós, que já somos velhos! Nós seguimos a menorah que nos deixa, como se acompanha na sua última viagem os despojos de um ente querido, para lhe testemunharmos a nossa afeição. Perdemos o que possuímos de mais sagrado: compreendes agora a tristeza da nossa missão?
          …

          
Excerto de:
            O CANDELABRO SAGRADO
            (O candelabro enterrado – 1937)
            Autor: Stefan Zweig (1881 – 1942)
            Tradução de Alice Ogando
            Livraria Civilização – Editora
            3ª edição, 1947
 
Triunfo de Tito, detalhe do Arco de Tito. Roma
 
Imagem daqui





sábado, 17 de novembro de 2012

Menorah


Reconstituição da Menorah original do Templo - (Sete braços/lamparinas)
 

 

Hanukkah menorah também denominado Hanukkiah, usado na festa judia do Hanukkah
(Nove braços/lamparinas, em que a do centro não está alinhada com as outras)


Imagem daqui