domingo, 9 de setembro de 2012

O Sangue da Vida



Esta linda fonte encontra-se na Aldeia do Romeu, no largo em frente ao restaurante Maria Rita. Tem gravada uma quadra, com tanto de mistério como de revelação, e que a seguir transcrevo:

                              MAIS OUTRA FONTE A DEITAR
                              O BRANCO SANGUE DA VIDA
                              O RESTO DE ALGUM LUAR
                              DUMA NOITE INTERROMPIDA



sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Correio Electrónico 7


Optimista X Pessimista

O optimista é aquele que diz: "Se isto continua assim, acabamos todos na
rua a pedir esmola".

E o pessimista é aquele que pergunta: "A quem?".



Enviado pelo JL

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Gioconda



Gioconda, não é somente o quadro mais valioso do museu do Louvre; é provavelmente o quadro mais valioso do mundo.
A técnica usada, o “sfumato”,  não lhe confere as melhores características para ser viso á distância, muito menos por trás de um vidro muito grosso e à prova de bala. O tamanho de 77 x 53 cm torna a tela invulgarmente pequena quando comparada com qualquer uma das expostas na mesma sala.
Partilha uma parede inteira com dois avisos de “Cuidado com os carteiristas”, um à esquerda e outro à direita, o que é totalmente justificável, mas ao mesmo tempo ridículo.
À frente da Gioconda há sempre uma turbamulta a fazer o impossível para obter uma fotografia medíocre. Usa-se de tudo, como máquinas fotográficas, telemóveis, e agora até iPads!
O museu do Louvre não é um lugar de culto, é uma prisão que não requer que o visitante identifique o visitado, desde que pague um bilhete de dez euros. De intermeio, também mostra o que andou Napoleão a fazer por aí, assim como o entendimento que tinha de “posse”.
Nas lojas do museu pode-se comprar reproduções do quadro do Leonardo. Essas reproduções raramente têm o tamanho e nunca têm a moldura das que se compram nas nossas feiras.




quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Annalia


"Virtude sem prazer não é virtude"



Almeida Garrett
João Baptista da Silva Leitão de Almeida Garrett (Porto, 4 de Fevereiro de 1799 – Lisboa, 9 de Dezembro de 1854)


segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Afonso Lopes Vieira

          
           Afonso Lopes Vieira ( Leiria 26/01/1878 - Lisboa 25/01/1946)



Linda Inês
Choram ainda a tua morte escura
Aquelas que chorando a memoraram;
As lágrimas choradas não secaram
Nos saudosos campos da ternura.

Santa entre as santas pela má ventura,
Rainha, mais que todas que reinaram;
Amada, os teus amores não passaram
E és sempre bela e viva e loira e pura.

O Linda, sonha aí, posta em sossego
No teu muymento de alva pedra fina,
Como outrora na Fonte do Mondego.

Dorme, sombra de graça e de saudade,
Colo de Garça, amor, moça menina,
Bem-amada por toda a eternidade!
 
 
 
(In Cancioneiro de Coimbra)


sábado, 25 de agosto de 2012

Dito 36

                   
               Entre, “ser da competência de” e, “ter competência para”, pode ir uma distância significativa; no entanto, são lugares muitas vezes confundidos.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Silly Season, ainda.



Leça da Palmeira, hoje
estacionamento difícil
16h30' e a maré a subir, a água está boa
vende-se batata frita e língua da sogra
um pára-motor no ar
esplanada do bar das Fuselhas bem frequentada
água fresca, para já, obrigado.



Do arco da velha 16


Acordos, reformas, e coisas assim...


... vem de longe, muito longe, e confunde, e avança o que avança, fica o que tem de ficar, é a escrita das palavras...



segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Não registado


Este registo pode muito bem ter utilidade unicamente para mim próprio. Sendo feito, pode também denotar uma qualquer necessidade de expurgar uma ou outra coisa, ou de fazer o lugar do que tiver sido deixado por fazer.
Deixar coisas registadas, pode ser de uma complexidade insuspeita. As coisas, quando são encontradas, tendem a deixar-se ser lidas no estado em que se encontram, e pelo espírito em que são encontradas.
Pode haver, sendo levadas em conta estas considerações, outros motivos para o registo do que não fotografei. Em qualquer caso, o que importa agora é dizer que: - Registo o que não fotografei porque preciso de não esquecer os motivos que inevitavelmente me induzirão raciocínios que não deixarei de expressar.
- Confuso? Também para mim.
Então, as fotografias que (recentemente) não fiz, foram:
Uma belíssima jovem asiática lavada em lágrimas, no museu do Louvre, por se ter sentido perdida do grupo, por um lapso de tempo algo maior que o necessário para olhar em redor mais do que duas ou três vezes sem encontrar um rosto familiar; imaginei eu.
Um latagão na casa dos cinquenta, sentado no chão à chinês na Rue Halévy, de olhar ausente e desfocado, na companhia de uma lata vazia e de um pequeno papel que dizia – j’ai faim – senti que a qualquer momento aqueles olhos se poderiam voltar para a pobre lente da Olympus quase sem bateria.
Chãos cobertos de pontas de cigarros fumados até aos filtros, às portas de edifícios altos e aparentemente vazios, quais mares de pequenas rolhas usadas em minicontentores de vidro para sonhos repetitivos e obrigatórios.
Túneis de metro bafientos e com curvas apertadas, como os de verme.
Uma cigana que está sentada no Boulevard des Italiens, em frente do restaurante da Pizza Hut, e vai mudando as fraldas aos putos que o marido lhe traz à vez, depois de os ter ido levar a ver pessoas a comer nos restaurantes.
Foi isto, basicamente, e com o tempo dará os seus frutos.


JMP

sábado, 18 de agosto de 2012

Dito 35


De hora a hora Deus melhora.


Zico e Zeca-De Hora em Hora Deus Melhora (1971)



Aconselho acompanhado de uma caipirinha e com um passinho de dança miudinho … que a vida vai melhorar…

terça-feira, 31 de julho de 2012

Henrique




          Henrique Trindade Coelho - Escritor e diplomata (Lisboa 1885 - Lisboa 1934),
          Teve uma grande actividade jornalística e dirigiu "O Século", Escreveu entre outros
          "Carvões" (poemas) 1907, "Amores Novos" 1911, "Ferro em Brasa" (política) 1913,
          "Prosas e versos de Belchior da Nóbrega" 1920

                                                                    filho de

          José Francisco Trindade Coelho - Escritor e jurista (Mogadouro 1861 - Lisboa 1908)
          Teve uma intensa actividade jornalística. Escreveu entre outros "Os Meus Amores" 1891,
          "O ABC do Povo" 1901, "In Illo Tempore" (memórias) 1902, "Manual Político do Cidadão
          Português" 1905

          (Pretendo apenas dissipar alguma confusão entre pai e filho, já que habitualmente aparecem ambos designados por "Trindade Coelho"

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Santa Bárbara


            Santa Bárbara é protectora contra os relâmpagos e tempestades, e padroeira dos artilheiros, dos mineiros e de todos quantos lidam com o fogo.

João Saraiva (1866 - 1948)

            Daqueles que só atendem ao que é realmente importante quando se vêm aflitos, diz-se que:

"Só se lembram de Santa Bárbara quando troveja."

terça-feira, 24 de julho de 2012

Morrissey


Morrissey - Please, Please, Please, Let Me Get What I Want (Live at the ...



Barcos Gregos

Xutos e Pontapés - Barcos Gregos (versão single)



Já estou farto de procurar
Um sítio para me encaixar
Mas não pode ser
Está tudo cheio, tão cheio, cheio, cheio
Mas o que é que eu vou fazer
Eu vou para longe, para muito longe
Fazer-me ao mar, num dia negro
Vou embarcar, num barco grego
Falta-me o ar, falta-me emprego
Para cá ficar
Já estou farto de descobrir
Tantas portas por abrir
Mas não pode ser, é tudo feio, tão feio, feio
Mas o que é que eu vou fazer

domingo, 22 de julho de 2012

Joana



        Joana Vasconcelos – Atleta Olímpica
        Fotografia de capa do jornal EXPRESSO desta semana
        Foto de Jorge Simão

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Um Poeta Lírico


            Um Poeta Lírico


Este período de glória foi breve, mas suficiente para o pôr em evidência; a sua palavra colorida, poética recamada de imagens engenhosas e lustrosas, encantou Atenas: tinha o segredo de florir, como ele dizia, os terrenos mais áridos; de uma discussão de imposto ou de viação fazia saltar éclogas de Teócrito. Em Atenas este talento leva ao poder: Korriscosso era indicado para gerir uma alta administração do Estado: o Ministério, porém, e com ele a maioria de que Korriscosso era o tenor querido, caíram, sumiram-se, sem lógica constitucional, num destes súbitos desabamentos políticos tão comuns na Grécia, em que os governos se aluem, como as casas em Atenas – sem motivo. Falta de base, decrepitude de materiais e de individualidades… Tudo tende para o pó num solo de ruínas…
        Nova lacuna, mergulho obscuro na história de Korriscosso…

       

          Obras de Eça de Queiroz
          CONTOS
          Editora Livros do Brasil
          Lisboa – Fevereiro de 2011


terça-feira, 17 de julho de 2012

Anjos?


O bispo das Forças Armadas, D. Januário Torgal Ferreira, considera que o Governo liderado por Passos Coelho é “profundamente corrupto” e compara “alguns” ministros a “diabinhos negros”, por oposição aos “anjos” que integraram o anterior Executivo.
(notícia do dia)


Anta de Lamoso - Paços de Ferreira


              Sempre que um governo PS é arrumado, invariavelmente por indecente e má figura, logo começa por parte da gente desse partido e dos seus interesses a lavagem do passado, a construção do esquecimento, o apontar do futuro e desmaterialização da memória recente.
A figura central da tragédia é removida para um altar distante dos olhos do povo e a partir daí qualquer referência que se lhe faça será rebatida pela ignomínia de se falar dos ausentes. As sequelas que invariavelmente são a fome, choro e ranger de dentes, imediatamente são atribuídas a quem estiver no momento aos comandos, não importa há quanto tempo. Todo um coro de partidários, comentaristas irmanados, independentes comprometidos e interesses instalados em objectivos que só eles conhecem, vêm falar para que nunca se esqueça, de todos os nomes daqueles que, não sendo socialistas alguma vez governaram, e aproveitam para entremear com citações de difusos erros cometidos em altura incerta. Enquanto lembram uns outros, lavam a imagem dos seus. Semeiam nos espaços deixados pelo esquecimento que induzem, os esporos de um incómodo que querem que o povo associe aos partidos da direita.
A figura do pântano é chamada para dizer o que querem evitar. Nessa altura, os sapatos de qualidade e bem engraxados já patinam no lodo que avança por todos os lados, uma humidade fétida já lhes trepa pelos fatos de corte excelente. O partido garante que ninguém olha para o chão, todos sabem para que servirá o lodo no momento seguinte
Ainda alguém se lembra de António Guterres? O homem bem-falante, de resposta rápida e assertiva, o “homem bom” que tudo deu sem olhar a quem; já ninguém fala dele! Os seus governos não são nunca referidos, o seu tempo foi contraído numa pequena e insuspeita virgula que se pode pôr aqui ou ali. O mesmo farão com Sócrates, que um dia voltado do exilio do padrinho (Soares), estará completamente desligado do seu tempo e será lembrado com saudades dos tempos menos maus face aos tempos que lhe sobrevieram.
Ao ver o governo, que lá está há pouco mais de um ano, já tão acossado e tão culpado e tão mal comparado aos que lhe antecederam, nem dá vontade de lhes bater o que merecem.
Ao ver essa improvável figura dita bispo das forças-armadas, sacramentar com os pútridos óleos da confusão, uma comparação entre estes e os anteriores, fica parva a minha alma mas não me tolda o espírito. Que diga que estes são corruptos, bem o pode fazer desde que explique porquê. Que para isso tenha necessidade de começar por fazer dos anteriores “uns anjos” já me parece que é um dos tais arregimentados para semear no sítio dos esquecimentos os implantes da mentira.
Para confrontar os que lá estão com as suas responsabilidades, ninguém deve ter necessidade de começar por lavar as culpas dos governos socialistas. Se o faz é porque tem interesses que não declara. Pode um homem da Igreja Católica trabalhar para o PS do aborto livre e subsidiado, para o PS do casamento de pessoas do mesmo sexo, para o PS da destruição da soberania do povo?
O povo anda confuso, e tem razões para isso. Com pastores destes é bem melhor que tresmalhe do que ser levado ao abismo pela certa.

(Isto sou sem paciência para papar sempre do mesmo)

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Madame Pierat



Março, 1922

… e falando de cenografia:
…/… Luigi Manini (1848-1936)
Luigi Manini deixou alguns discípulos e continuadores dos quais o mais interessante é, sem qualquer dúvida Augusto Pina (1872-1938), de quem já se falou a propósito da colecção de Figurinos e que substitui o mestre, a partir de 1894, na Companhia Rosas & Brasão. Professor no Conservatório Nacional, pintor naturalista de grandes qualidades e cenógrafo da mesma corrente estética, trabalha sobretudo em aguarela, estando representado nesta colecção através de alguns trabalhos que o aproximam muito do rigor formal e dos ambientes criados por Manini.
Fragmento colhido aqui