sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Culpas?

Capa da Revista Focus n.º163 - 27 de Novembro de 2002


Tínhamos saído de quase sete anos de governo de António Guterres (10/1995 – 04/2002), bom homem – dava tudo!
Tivemos um governo de Durão Barroso de pouco mais de dois anos (04/2002 – 07/2004) durante o qual foi feito o “discurso da tanga” que provocou muitos risos e alarido, depois veio um governo de oito meses mal-amanhados, com um natal pelo meio, Santana Lopes (07/2004 – 03/2005) que foi corrido pelo presidente da república por causa de umas trapalhadas e de uma vida que havia para além do deficit!!!
Ainda aguentamos seis anos de José Sócrates (03/2005 – 06/2011), que só não fez o TGV, a terceira auto-estrada Porto Lisboa e um novo aeroporto porque o censuraram, e ele, zangado, foi para Paris.
Muito bem estamos nós, não é? Falta o Arménio Carlos, pois.
Ainda temos um Arménio Carlos.
Grande Portugal!
Viva Portugal.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Ao Vivo

Amélia ao vivo, no Circus Plaza.

A promoção do evento começou como qualquer outra, nas colunas publicitárias dos suplementos culturais e nas revistas de moda e cultura. A primeira vez que vi o anúncio reparei no grande formato e na força do contraste das cores usadas; uma estreita coluna do lado direito de seis páginas impar consecutivas, de cima a baixo, rosa velho e vermelho sangue num fundo negro de azeviche. Lembro-me de ter gostado do efeito visual e que segui em frente, li toda a revista nessa tarde e deixei-a no cesto ao lado sofá. Dias depois, enquanto arrumava uns discos novos passei pelos de Amélia e tirei um dos mais recentes para levar para o carro. Ouvia mais agora os discos da diva, depois do trágico desastre aéreo que a tinha levado do nosso convívio.
Viver no campo tem as suas vantagens mas é muito limitador no que respeita a acesso a espectáculos e actividade cultural em geral, pelo que nunca fui grande frequentador de concertos musicais ou peças de teatro. Na verdade, até então, tirando o teatro que se faz aqui na Associação de Socorros Mútuos, só uma vez vi teatro profissional, duas óperas de Wagner, uma de Rossini e dois concertos pela Banda do Exército nas poucas vezes que visitei a Capital. Penso dever-se a esse meu provincianismo não ter reparado de imediato no insólito do anúncio. O meu habitual alheamento dos eventos da grande cidade não me deixou ver o que era realmente anunciado – Amélia, ao vivo no Circus Plaza.
Com o passar dos dias o assunto foi sendo comentado aqui e ali, primeiro de forma esparsa e á medida que a data se aproximava passou a estar presente em todos os meios de comunicação. O dispêndio inicial em publicidade foi claramente avultado e resultou no despertar do interesse generalizado. A várias semanas do evento já não havia bilhetes disponíveis; era sabido que os promotores tinham pedido licença ao governo civil para usar os terceiro e quarto balcões, geralmente só utilizados em espectáculos em que a plateia não é ocupada por público. Se tal pedido fosse deferido seria a primeira vez que a grande sala abrigava mais de dez mil almas sob a sua cúpula dourada.
É muito diversa a forma como as pessoas reagem ao que não entendem plenamente. Numa entrevista de rua que vi no canal público, era perguntado aos transeuntes da praça do município se iam ver o espectáculo e o que esperavam que fosse acontecer no palco. Uma mulher disse que jamais poderia perder Amélia ao vivo e afastou-se apressada, uma grande parte respondeu que não poderia ir ou que não tinha dinheiro para isso mas que não faltaria se pudesse. Um ardina aproximou-se muito do microfone e deixou um sonoro “Já morreu!”. Algumas pessoas, quase todas com aspecto de trabalhadores estrangeiros, mostraram não estar a par do que lhes era perguntado. Um homenzinho baixo e muito branco explicou que iam pôr uma actriz muito parecida em cima do palco a fazer que cantava e usariam luzes, fumos, nevoeiros e projecções para iludir as pessoas. Um jovem casal de namorados disse, ele, que já antes do despenhamento que nunca foi testemunhado e do qual não havia provas, tinha sido usada mais do que uma pessoa para representar Amélia, ao que ela somou que o importante era a qualidade da interpretação e a expectativa pelas canções inéditas.
Guardava o meu bilhete com todo o cuidado. Trazia-o sempre comigo na carteira, por trás do livro de cheques. Programei a viagem com tempo para que tudo corresse bem e eu pudesse aproveitar a estada na capital e desfrutar disso que me trazia tão empolgado, Amélia, ao vivo! Reservei hotel para três noites e comprei bilhetes de comboio de forma a chegar à cidade ao fim da manhã do dia do evento.
A viagem correu muito bem. Talvez por ser a primeira vez que rumava á capital por outro motivo que não o trabalho, desfrutei sem qualquer ansiedade nem sombra de aborrecimento as quatro horas de surdo matraquear da longa máquina nos carris. A carruagem nova com os madeiramentos impecáveis e o piso ricamente alcatifado, as poltronas de braços largos, as grandes janelas de vidros impecavelmente limpos proporcionavam um doce e acolhedor conforto. Poucos minutos depois da partida uma jovem hospedeira trajada com um saia-casaco verde inglês de corte impecável, ofereceu-me um jornal, explicou que me poderia trazer o telefone ao lugar e que estava disponível bastando premir o botão que me indicou. De início pousei o olhar na paisagem; não tardou era mar, e foi mar durante mais de uma hora, um tempo que fui imaginando eternizado numa infinita procura a que me não sentia alheio. Nesse langor, deixou de ser mar e apareceu uma fina neblina a encimar tudo o que o que se via. Mantive o jornal nas mãos sobre o colo e reclinado para a janela deixei correr a imensidão dos arrozais, o voo de patos em formação, até que uma encosta íngreme e muito próxima apagou a paisagem, retirou muita da luz que entrava pelas janelas e me fez voltar para o interior.
            Folheei o jornal sem preocupação de grandes leituras, li os títulos e vi as imagens, até que me deparei com o anúncio do evento do dia em página inteira, colorido, uma bela obra gráfica. Ao voltar a folha encontrei uma entrevista ao promotor do evento, um empresário do mundo do espectáculo bastante conhecido e com boa reputação na praça. O meu olhar foi ao encontro da resposta dada a uma das perguntas realçadas a negrito e que inquiria sobre o carácter de “força de expressão” quando se dizia “ao vivo”. A resposta era veemente, que não era de todo uma força de expressão, que era muito mais uma forma nova de abordar a existência e de redefinição do conceito de original e alargamento do âmbito de sujeito e propriedade intelectual etc. E terminava dizendo que o que tínhamos era um encontro marcado com Amélia, ao vivo!
            Na aproximação do destino, estação onde o comboio termina a viagem, a envolvente é de cintura industrial e zona portuária, muitos guindastes e uma profusão de ramais de via-férrea por todo o lado até que passado um longo túnel se avista o cais da estação e o seu burburinho natural. A viagem termina com um silvo, uma chiadeira fina de travões e uma pancada abafada. A capital tem quase sempre uma temperatura mais alta e uma luminosidade muito branca que pode incomodar quem não está habituado. A chegada de um comboio de longo curso, gera nas grandes estações um frenesim muito grande mas que se dispersa com a mesma rapidez com que aparece.
            Dirigi-me antes de mais ao hotel para deixar a mala e assim que abri aporta do quarto ouvi o telefone a tocar. Achei estranho mas levantei o auscultador.
            - Sim?
            - Sr. Engenheiro? Uma senhora que diz ser Alberta Fernandez pediu-me para ver se o Sr. estava no hotel e se poderia falar com o Sr. engenheiro. Eu só disse que ia ver.
            Tinha conhecido Alberta em África, era uma grata amizade que eu acarinhava muito. Senti um aperto no peito, já não a via há muitos anos e não sabia como tinha dado comigo ali, no hotel.
            - Faça a ligação por favor. ( ) Estou.
            - Márcio?
            - Alberta, és tu? Mas que surpresa, ainda nem acredito que estou a falar contigo! Acabei de chegar e…
            - Olá! Eu tive primeiro a surpresa; vinha eu no táxi do aeroporto e quem vejo ao passar pela estação de caminho-de-ferro, o meu querido Márcio. Venho por quinze dias, por quantos vamos ser os vizinhos mais felizes do mundo?
            - Bem… Eu vim por uns dias, pensava eu… Em que hotel estás? Jantas comigo?
            Jantamos juntos nessa noite e em todas as outras que se seguiram. Não sei com que intuito tinha Alberta ido à capital, mas em todos aqueles dias estivemos sempre juntos, aparentemente fomos para estar um com o outro, e estamos até hoje. Como o tempo passa!


JMP

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Fluxos


Por falta de “disponibilidades” o sistema prisional deixou de funcionar. Há muitos reclusos a fugir, e pior que isso, há muitos que não chegam a ser presos por inanição da justiça (os pratos da balança não são iguais, o fulcro está rombo e o ponteiro torto).
Os cortes de corrente eléctrica e a falta de manutenção das infra-estruturas públicas têm provocado a falta de água nas torneiras; também é certo que não tem chovido.
As redes de saneamento básico estão a deixar de funcionar por acumulações e entupimentos devidos à redução do volume de efluentes.
Há uma grave redução de fluxos.
Os temas de conversa vão todos dar à única coisa de que se fala. Também já não se fala tanto.
Baixos fluxos, mesmo!

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Polana Hotel

O TURISMO EM LOURENÇO MARQUES
A Breve Inauguração do Polana-Hotel

É assim que a revista ABC de 1 de Junho de 1922 encabeça o trabalho sobre as novidades que chegam de Moçambique. O texto exalta o constante e rápido desenvolvimento de Lourenço Marques, actual Maputo, as suas comodidades que à altura suplantam as de Lisboa e a iminência de se tornar a primeira cidade da África oriental. É referida a expectativa de que se crie o hábito nas classes mais altas do Transval de procurarem o aprazível clima de Delagoa Bay, quando o Inverno faz descer as temperaturas no planalto transvaliano para valores negativos.
                Segundo o texto, a construção do hotel terá começado no início de 1921 e a inauguração é então esperada para os primeiros dias de Julho de 1922, apesar de serem conhecidos atrasos na construção. A iniciativa da instalação do hotel de 450 quartos pertenceu ao general Massano de Amorim quando governador-geral da Província de Moçambique, nenhum grupo português ousou tomar conta da obra, tendo a mesma ficado a cargo da “Delagoa Bay Sindicat” a quem estava intimamente ligado Solly Joil , referido como o maior milionário da Grã-Bretanha.
                A obra terá exigido a enorme quantia de 300’000 libras.



Mea Culpa


Estive a olhar para o meu blogue e não gostei dos posts (ou postais como gosto de dizer) com títulos genéricos seguidos de uma numeração sequencial. Nunca foi minha intenção fazer uma sucessão de coisas, muito menos uma quantidade de coisas numeradas. A olhar para o que tenho feito achei a apresentação um tanto grosseira.
Peço desculpa.
Passarei a intitular com mais cuidado.


(Imagem retirada do Livro FILOSOFIA 11ºano de Conceição Pinto da Rocha e João Baptista Magalhães - Editora CONTRAPONTO - 1981)

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Correio Electrónico 4

Com a minha idade (o filme claro)                
 
REALMENTE UM SHOW... e, importante: sem montagem! ( não aumentem muito a imagem porque se vê melhor em formato tipo iPhone)

Assistam a isso
É evidente que depois de 60 anos a filmagem está comprometida,o que é uma pena.
Laurens (Larry) conhecido como "O Louco do mergulho", foi um ginasta americano e artista que esteve envolvido no desenvolvimento inicial do trampolim .
Griswold desenvolveu um número de acrobacias e palhaçadas, actuando profissionalmente durante anos.
Fingia ser um homem bêbado e descoordenado que tentava pular de um trampolim para efectuar um grande mergulho.
Um acto hilário e, ao mesmo tempo, arrepiante.
Aqui, uma de suas apresentações no "Frank Sinatra Show" datada de Novembro de 1951





ZN

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

São Bento

São Bento                           
Ermelo – Arcos de Valdevez                

Veio o S. Bento a propósito do postal anterior. Ermelo é terra de excelentes laranjas, muito procuradas por espanhóis que visitam o Minho pelo passeio, pela pesca e pela gastronomia. Visitei a capelinha e recolhi esta pagela enquanto uma senhora me colhia um cesto de laranjas doces e sumarentas!


Dito 26

Aconteceu em Ermelo, quem quiser vá lá sabê-lo.

(Diz-se a quem quer meter o bedelho em conversa alheia)

Acordo Ortográfico, Não!


... e não, e não, e não.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Caixa de Correio


Uma caixa de correio que não se abre durante uns meses pode conter uma quantidade admirável de papel, guarda a evidência da eficácia dos correios locais, espelha a pujança da grande distribuição na localidade, conserva as notícias de aberturas no pequeno comércio, etc.
As caixas de correio fechadas há muito, transformam-se então em cápsulas do tempo muito criteriosas e selectivas, compostas por diferentes estratos que se prestam a ser analisados um por um antes de se mandar tudo para o lixo.
De vez em quando tenho direito a uma caixa de correio bem cheia. Acerco-me munido de um saco plástico e rápida e discretamente transfiro tudo até ao último papelinho, fecho a porta e afasto-me – é que uma caixa atulhada denuncia uma casa abandonada e isso não é nada bom. Depois há que fazer uma triagem, meia dúzia de papeizinhos interessantes como o do homem que arranja persianas serão guardados, as revistas locais e as publicações promocionais mais cuidadas merecerão uma vista d’olhos, a comunicação de que a companhia das águas quer fazer uma leitura real do contador terá de ser atendida … e o resto vai para a papeleira da rua.
Entre os papeizinhos interessantes existem quase sempre notícias da mediunidade, astrologia e ciências ocultas locais; não custa nada fazer uma leitura mesmo que enviesada. Fica-se sempre a saber os “mestres” e “professores” que temos à mão e que, por exemplo, o mestre Mamadu partilha os telemóveis com o mestre Indjai e que ambos partilham o apartamento com o mestre Souane que dá pelo nome de “PROFESSOR MAZID”, assim mesmo entre aspas, o mais rápido que possível!



domingo, 22 de janeiro de 2012

Anos 20

Estamos em 1922
A imprensa não anda propriamente a gatinhar; existe mercado e publicidade. São mais que muitas as provas de que a humanidade, tal como a conhecemos, vem de muito antes de nós. Se dúvidas se põem quanto ao futuro, vejamos o passado tal como é, ou foi?









sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Correio electrónico 3

Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes,
mas não esqueço de que a minha vida é a maior empresa do mundo.
E que posso evitar que ela vá a falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os
desafios, incompreensões e períodos de crise.


Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e
se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar
um oásis no recôndito da sua alma .
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um 'não'.
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
 Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo...

(Fernando Pessoa)

domingo, 15 de janeiro de 2012

Moçambique (Ecos) 2

Cidade da Beira – Rua Valsassina
Fotos extraídas do DOCUMENTÁRIO FOTOGRÁFICO
Apresentado na Primeira Exposição Colonial Portuguesa
Pela COMPANHIA DE MOÇAMBIQUE

Hoje, não encontro na toponímia da Cidade da Beira a Rua Valsassina.








terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Dito 24

"Os políticos e as fraldas devem ser trocados frequentemente e pela mesma razão."

(Eça de Queiróz)

Correio electrónico 2

A CIGARRA E A FORMIGA
(Versões alemã e portuguesa)

Versão alemã

A formiga trabalha durante todo o Verão debaixo de Sol. Constrói a sua casa
e enche-a de provisões para o Inverno.
A cigarra acha que a formiga é burra, ri, vai para a praia, bebe umas
bejecas, dá umas quecas, vai ao Rock in Rio e deixa o tempo passar.
Quando chega o Inverno a formiga está quentinha e bem alimentada. A cigarra
está cheia de frio, não tem casa nem comida e morre de fome.
Fim

Versão portuguesa


A formiga trabalha durante todo o Verão debaixo de Sol. Constrói a sua casa
e enche-a de provisões para o Inverno.
A cigarra acha que a formiga é burra, ri, vai para a praia, bebe umas
bejecas, dá umas quecas, vai ao Rock in Rio e deixa o tempo passar.
Quando chega o Inverno a formiga está quentinha e bem alimentada.
A cigarra, cheia de frio, organiza uma conferência de imprensa e pergunta
porque é que a formiga tem o direito de estar quentinha e bem alimentada
enquanto as pobres cigarras, que não tiveram sorte na vida, têm fome e frio.

A televisão organiza emissões em directo que mostram a cigarra a tremer de
frio e esfomeada ao mesmo tempo que exibem vídeos da formiga em casa, toda
quentinha, a comer o seu jantar com uma mesa cheia de coisas boas à sua
frente.
A opinião pública tuga escandaliza-se porque não é justo que uns passem fome
enquanto outros vivem no bem bom. As associações anti pobreza manifestam-se
diante da casa da formiga. Os jornalistas organizam entrevistas e mesas
redondas com montes de comentadores que comentam a forma injusta como a
formiga enriqueceu à custa da cigarra e exigem ao Governo que aumente os
impostos da formiga para contribuir para a solidariedade social.
A CGTP, o PCP, o BE, os Verdes, a Geração à Rasca, os Indignados e a ala
esquerda do PS com a Helena Roseta e a Ana Gomes à frente e o apoio
implícito do Mário Soares organizam manifestações diante da casa da formiga.

Os funcionários públicos e os transportes decidem fazer uma greve de
solidariedade de uma hora por dia (os transportes à hora de ponta) de
duração ilimitada.
Fernando Rosas escreve um livro que demonstra as ligações da formiga com os
nazis de Auschwitz.
Para responder às sondagens o Governo faz passar uma lei sobre a igualdade
económica e outra de anti descriminação (esta com efeitos retroactivos ao
princípio do Verão).
Os impostos da formiga são aumentados sete vezes e simultaneamente é multada
por não ter dado emprego à cigarra. A casa da formiga é confiscada pelas
Finanças porque a formiga não tem dinheiro que chegue para pagar os impostos
e a multa.
A formiga abandona Portugal e vai-se instalar na Suíça onde, passado pouco
tempo, começa a contribuir para o desenvolvimento da economia local.
A televisão faz uma reportagem sobre a cigarra, agora instalada na casa da
formiga e a comer os bens que aquela teve de deixar para trás. Embora a
Primavera ainda venha longe já conseguiu dar cabo das provisões todas
organizando umas "parties" com os amigos e umas "raves" com os artistas e
escritores progressistas que duram até de madrugada. Sérgio Godinho compõe a
canção de protesto "Formiga fascista, inimiga do artista...".
A antiga casa da formiga deteriora-se rapidamente porque a cigarra está-se
cagando para a sua conservação. Em vez disso queixa-se que o Governo não faz
nada para manter a casa como deve de ser. É nomeada uma comissão de
inquérito para averiguar as causas da decrepitude da casa da formiga. O
custo da comissão (interpartidária mais parceiros sociais) vai para o
Orçamento de Estado: são 3 milhões de euros por ano.
Enquanto a comissão prepara a primeira reunião para daí a três meses, a
cigarra morre de overdose.
Rui Tavares comenta no Público a incapacidade do Governo para corrigir o
problema da desigualdade social e para evitar as causas que levaram a
cigarra à depressão e ao suicídio.
A casa da formiga, ao abandono, é ocupada por um bando de baratas,
imigrantes ilegais, que há já dois anos que foram intimadas a sair do País
mas que decidiram cá ficar, dedicando-se ao tráfego da droga e a aterrorizar
a vizinhança.
Ana Gomes um pouco a despropósito afirma que as carências da integração
social se devem à compra dos submarinos, faz uma relação que só ela entende
entre as baratas ilegais e os voos da CIA e aproveita para insultar Paulo
Portas.
Entretanto o Governo felicita-se pela diversidade cultural do País e pela
sua aptidão para integrar harmoniosamente as diferenças sociais e as
contribuições das diversas comunidades que nele encontraram uma vida melhor.

A formiga, entretanto, refez a vida na Suíça e está quase milionária...
FIM
L.D.A.O

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Márcia - "CABRA-CEGA" - Video Oficial

Correio electrónico


  "O maior prazer de uma pessoa inteligente é fingir ser idiota, diante de um
idiota que finge ser inteligente."

Só de passagem...

 Conta-se que no século passado, um turista americano foi à cidade do Cairo
no Egito, com o objetivo de visitar um famoso sábio.
O turista ficou surpreso ao ver que o sábio morava num quartinho muito
simples e cheio de livros.
As únicas peças de mobília eram uma cama, uma mesa e um banco.
- Onde estão seus móveis? Perguntou o turista.
E o sábio, bem depressa olhou ao seu redor e perguntou também:
- E onde estão os seus...?
- Os meus?! Surpreendeu-se o turista.
- Mas estou aqui só de passagem!
- Eu também... - concluiu o sábio.

 "A vida na Terra é somente uma passagem... No entanto, alguns vivem como se
fossem ficar aqui eternamente, e esquecem-se de ser felizes."

Bom Ano de 2012!

Beijinho grande!

Teresa

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Um desejo

O ano da graça de 2011 apaga-se como uma velinha. Bem vistas as coisas, foi mais um ano, ponto. Não tenho vontade nenhuma de me aventurar a fazer uma resenha, certo de que jamais diria algo que não tenha sido já dito. Tirando essa coisa da crise, que nem é tão recente quanto isso até foi um bom ano. Tenho bem mais receio do que aí vem, mas até esse temor de o novo ano vir a ser pior do que o que findou também já vem de há muitos anos.
Venho só deixar uma dúvida que me atormenta e um desejo que me é muito caro.
A dúvida que me tem assaltado todos os dias é sobre isso a que se tem chamado “ajuda externa” e que fez vir a dita “tróica”. O que nós pedimos não foi propriamente uma Ajuda externa, pois não? Ajuda externa poderia quando muito ser considerada a sequência de empréstimos que nos faziam para que mantivéssemos um comportamento de claro novo-riquismo desde há muito anos! O que fizemos é muito mais parecido com um pedido de salvação, ou um pedido de que nos tutelassem, ou que viessem cá deitar a mão a isto…
O desejo, é que todos saibamos arcar com as alegrias e com as dificuldades que a vida nos oferecer, de forma madura e humanamente digna, e que sejamos todos iluminados pela serenidade e sensatez dos justos.
O que pedimos, foi que viessem mandar em nós, não foi?

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Dito 22

Um relógio parado está certo duas vezes por dia.

Resposta encontrada por Lewis Carroll para o problema proposto por ele próprio:

- Qual dos relógios regista o tempo mais fielmente? Um que se atrasa um minuto por dia ou um que não funciona?

(Já que, o relógio que se atrasa um minuto por dia dá a hora exacta de dois em dois anos, pois como se atrasa um minuto por dia só voltará a estar certo depois de se atrasar doze horas, o que só acontece ao fim de 720 dias)

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Do arco-da-velha 9

Revista CAPA
K
Setembro de 1991, Número 12
400$00 (Quatrocentos escudos)



Notar a "corruptela" de FMI - Fontes Mal Informadas.
Desta vez não tem sido usada!



...e mais um pormenor:




terça-feira, 27 de dezembro de 2011

JESUS

Jesus é a figura central.
Não sabemos tudo sobre ele, como não imaginamos o quanto moldou o nosso mundo. Podemos acreditar ou não; teremos sempre dúvidas, mas é incontornável.

Para quem se interessa, deixo ligação para um texto:
Jesus, a biografia (im)possível - Sociedade - PUBLICO.PT

É Natal


Postal copiado daqui.

Até aos Reis ainda é.
Tenham um Santo e Feliz Natal.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011