domingo, 15 de maio de 2011

Conversa de gajos

- O gajo já não corre, pois não?
- Nunca correu!
- Coisas de gays…
- O jogging, ou a cobertura?
- Tanto é o borboleto como o cobridor.
- Olha o nível…
- Mas que raio, onde foi desenterrar a coisinha do jogging?
- Essa tua expressão “botar ele p’ra correr”…lembrei-me.
- Realmente, há quanto tempo.
- E ninguém comenta!
- O gajo devia ouvir umas bocas e comprou uma passadeira.
- Cor-de-rosa…
- Tanta gajinha boa a apanhar sol, muda de assunto…
- Um par de patins, também dá…
- Faz favor, mais quatro fininhos
- Traga uns tremocinhos
- Aquilo é um gajo ou uma gaja?
- Sei lá, mas a correr assim…
- Péra lá, é ele!
- Vai pelo molhe fora, vai-se deitar a afogar…
- Isso é que era uma sorte!

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Gato fumado



            O inverno deste ano foi duro, cheio de fenómenos extremos e principalmente longo, muito longo.
            Os primeiros dias de algum calor chegados tarde e a medo, vão criando condições para a secagem dos excedentes agrícolas acumulados nos campos e nas hortas e subsequente queima, o que proporciona a redução da quantidade desses materiais e o enriquecimento dos solos. As fogueiras reduzem a cinzas os materiais ainda meio verdes a muito custo e de forma lenta, prolongando-se pela noite dentro num moer lento.
            Nestes dias de queimada, a minha gata Guida vem para casa muito tarde trazida pela fome e pela saudade do dono; traz consigo no longo pêlo o morno da fogueira e um suave cheiro a fumo.


Penamaior, 26 de Abril de 2010


segunda-feira, 9 de maio de 2011

Espera


Não deixei que nascesses sem ver como o fazes.
Esperei de pé, encostado a uma coluna do alpendre
e quando não havia dúvidas que eras um facto consumado
duvidei de ti, revi o escuro que permanece em boa parte do céu,
dou-me por vencido. Tens muita pressa!
Devoras grau a grau o arco em que habitas,
queimas tudo e logo anoiteces; apagas-me os passos.
Lá virás que eu já não veja, não o temo.
Temo sim, que a ver, não venhas tu apressado
e eu me dissolva na noite.

JMP

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Oi, Micas!

- Olha Tônio, bonita luz para fotografia! Vamos fazer uma foto para mandar lá para Portugal.
- É Quinha, bonita luz. Fim de Inverno tem luz assim; muito filtrada, branquinha como você! Micas já não se lembra de mim, vai pensar que arranjou outro Home!
- Você tá enxuto, Tônio. Vou ter que explicar pra Micas como se come aqui, quando vir como ficou a caçula magricela …
- Não mexe agora … carrego no botão e corro pra seu lado … já está.
- Hó, quanta saudade …
- Quer ir você, eu fico com a foto?
- Com a primavera aí, Tônio?


terça-feira, 3 de maio de 2011

Notícias do sobral


     Este ano a queda da folha no montado (ou sobral) ocorreu praticamente toda durante o mês de Abril. Ao longo de Maio cairão as poucas folhas velhas que restam, e com elas toda a floração que brotou com a folha nova.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

E eu?

Aproveito todos os meus tempos livres para restaurar, ordenar e catalogar uma grande quantidade de documentos e objectos dos meus antepassados, acumulados ao longo da vida num quarto escuro.
Como fui capaz de comprar tantos livros que nem li, quando ali naquele quarto tenho a história toda da minha vida que mal conheço.
Se quero saber o que acontecerá aos desenhos que faço, às coisas que escrevo, às esculturas que escavo? – Quero, e sei onde estão as respostas; não tenho tido é a força necessária para olhar para elas. Tudo o que eu preciso de saber tem uma resposta naquele quarto.
Cartas escritas ao longo de vidas, cartas que não chegaram a ser enviadas, fotografias, postais de ocasião, fotografias feitas postais, postais ainda dentro do envelope selado, certidões de casamento, cartões de memória de defuntos, oferecidos à saída de missas de sétimo dia, recados em papel de embrulho, números de telefone estranhamente pequenos, direcções escritas num papel qualquer anotadas durante um telefonema a meio da noite…
Quero saber o que é a vida das pessoas e o que fica delas depois? Está tudo ali. Posso não olhar para lá, preferir ver cinema francês, mas não ando ao engano
Se quero saber se há Deus? – Quero.
Se a resposta também está naquele quarto? – Claro! Só não sei é quão atrás conseguirei ir na minha árvore genealógica.
Ocorre-me:
- E vós? Quem dizeis vós que eu sou?
Olho para um porta-retratos com a fotografia do meu bisavô José da Silva Moura, e da minha própria imagem reflectida, ouço: - E tu? Quem dizes tu que és?

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Pão da Orfandade




Este cartão da Obra Social do Padre David de Oliveira Martins, suscitou-me assim que o vi a curiosidade e o olhar que se tem para as coisas antigas. Vi a data - 1971,  senti algum desfasamento entre a sensação inicial de antiguidade  e aquela data que me estou a ver a escrever no canto superior esquerdo do caderno da escola. Olhei longamente o cartão, frente e verso, digitalizei os dois lados e voltei a olhar agora no monitor. Se calhar eu é que sou mais velho do que a ideia que tenho de mim.
Continuo a achar piada àquela frase “Só um cadáver recusará …” mas quanto mais penso neste cartão, que serviu a alguém de marcador no “Candelabro Sagrado” do Stefan Zweig, mais me distancio da primeira impressão que me causou.
Aqui o reproduzo, tal como é, frente e verso. Se olharem para ele só uma vez, vão provavelmente ficar com uma impressão parecida com a que me assaltou de início. Se olharem melhor, podem ficar com uma ideia diferente, ou com as duas, ou … Quem sabe?

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Maria da Saudade

Maria da Saudade era prima da minha mãe. O nome dela nunca me deixou indiferente causando-me até alguma estranheza.
Não a conheci bem; viveu a infância no Brasil, a juventude em Lisboa e a idade madura em Freamunde, minha terra e terra de seus pais, Zeca Teles e Lina Moura.
Maria da Saudade já não está entre nós, a minha mãe também não, Partiram ambas muito cedo.
Quando perdi a minha mãe perdi também a capacidade de fotografar e de escrever. Assim fiquei por alguns anos pelo que fiz um grande buraco nos meus registos e na minha alma. Aos poucos e poucos estou a reconstruir-me. Já fotografo animais, muitas plantas, a terra onde nasci vista de longe, já escrevo pequenos textos, apontamentos e memórias, mas a focagem ainda é pouco nítida e os temas pouco diversificados.
Esta fotografia de Maria da Saudade, descobri-a há pouco tempo enquanto arrumava coisas do meu avô materno, seu tio. É uma fotografia de uma menina feliz, orgulhosa do seu vestido novo. Deu-me vontade de reconstruir o álbum de família e de escrever alguma coisa.


terça-feira, 19 de abril de 2011

Abraço


     Escultura do Zé Lorinda, em pedra, com cerca de 17 cm de altura.
     A memória diz-me que a comprei em 1993 mas não tenho a certeza. Talvez uma busca no meu arquivo fotográfico venha a ajudar. O autor, o Zé, com quem não estou há muito tempo, também poderá dar uma ajuda. Lembro-me do valor que paguei e que o fiz em prestações.

Para ver mais imagens ir a  Galeria

sábado, 16 de abril de 2011

Balada da fiandeira

A fiandeira foi substituída por uma máquina que andava para trás e para a frente a uma velocidade muito certinha, dava nós firmes e não cantava.
Essa máquina foi substituída por importações e agora é mais "reutilização". Também não se usa tantas peças de roupa!
A fiandeira da canção está nos 50, roliça, sonha ter a casa paga o que só acontecerá em 2035, ou que o marido feneça num daqueles tombos de mota com os copos, ainda canta coisas dos tempos antes de ter comprado a casa e já não sonha ser cantora.
Tem subsídio de desemprego por mais três meses.
Quem sonha cantar são as duas filhas todas tatuadas com o liceu feito nas novas oportunidades e que não lhe saem de casa, as matronas!
O antigo patrão ainda lhe olha para os joelhos mas nem subsídio de desemprego tem.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Do arco da velha 2



Andrea Radio Corp.             
United States of America
Year: 1938
Model: 12-E-6 PE66L
Tuned circuits: 6 AM circuits
Valves: 6
Principle - Super-Heterodyne
Wave bands - Broadcast and
                      Short Waves (SW)


Este rádio, uma das minhas relíquias,
está na família desde sempre.
A sede de notícias sobre a guerra, foi com certeza um dos principais motivos para a sua aquisição.




terça-feira, 12 de abril de 2011

ZX Spectrum


 À procura de uns diapositivos, dei de caras com o meu ZX Spectrum arrumadinho na sua caixa original. Tirei-o para fora com cuidado, soprei o pó e experimentei o toque das teclazinhas , há quanto tempo! Mal me lembrava como era estranho aquele teclado com as “keywords” do BASIC escritas por extenso. Vieram-me à memória palavras, primeiro sem muito sentido e depois à custa de as repetir, o conceito de ciclos e de condições, FOR TO, IF THEN ELSE… por uns minutos fiquei a programar em linhas curtas numeradas de 10 em 10, coisa nenhuma. Recordei o LOCATE, o INPUT… THEN PRINT…, rotinas e sub rotinas, dimensionei arrays com DIM e logo percorri o rol de letras que representavam as variáveis, K, L, M – as minhas preferidas.

Gloriosos tempos quando consegui que a televisão deixasse de ter só os dois canais!
Boa linguagem, esse BASIC; limitada, como tudo, mas muito universal e muito integradora para Homem e máquinas. Na linguagem que hoje corre, apetece-me chamar-lhe inclusiva – longe da máquina, perto do Homem, uma linguagem de “alto nível” portanto.
Depois do meu Spectrum, o computador que se seguiu não era meu mas de um colega de apartamento; um dia o Leonel comprou um Amstrad sem disco rígido mas com duas drives de disquetes de 5’’ ¼ . Depois comprei eu um Unisys com um disco de 10M – enorme!
Seguiram-se tantos, em casa e no trabalho, não admira a nostalgia e o bom augúrio que este pequeno aparelho tráz…


O que aí virá? GOTO, GOSUB, RANDOM, NEW, NEXT, NEW, NEW…
... NEW
... NEW
... ENTER ...
... RETURN

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Darth Vader?


Ouço na rádio um tipo a falar inglês com sotaque.
O locutor diz que o finlandês tem um programa ambicioso para… para Portugal?
O tipo tem um programa ambicioso, para Portugal? E é finlandês?
Chama-se Olli Rehn… mas porque é que não me sai da cabeça Darth Vader?
Sócrates que se cuide…
Tempos estranhos estes!

Os pés

Os pés são muito importantes porque é em cima deles que as coisas estão e andam.
Digo já que é para falar do estado da nação, para não me virem lembrar as rodas e a levitação.
Agora que pedimos ajuda à Europa e aos Fundos, vão ser feitas muitas contas e muitas auditorias e muitos diagnósticos e muitas coisas…
Depois, ainda antes da ajuda virá um receituário.
É quando virmos em que pé as coisas estão, que vamos conhecer o pé do que os senhores do governo têm dito quando se referem aos motivos porque tivemos de pedir ajuda externa, (a propósito de a mentira ter pé podre).
Vou explicar-me melhor.
Sócrates e os seus subordinados dizem, até à náusea, que tivemos que recorrer à ajuda por causa da rejeição do PEC e consequente crise política desencadeada pela oposição. Os referidos factos teriam levado ao descrédito dos mercados e ao disparar das taxas de juro da dívida, o que não teria deixado margem de manobra aos (aziagos) governantes.
Pedida a ajuda externa, saímos dos mercados por uns anos e durante esses anos e outros que se seguirão ficaremos a cumprir o tal receituário – uma espécie de “óleo de fígado de bacalhau”, mas para meninos obesos e de dentes podres. Se o que levou o país a pedir ajuda foram os motivos evocados, então as medidas que nos serão impostas não serão muito diferentes daquelas a que já nos têm habituado; se não foram assim tão episódicos mas mais antigos, então não há congelamento de reformas de miséria que nos valha! 
Vamos ver as medidas que nos imporão.
Não faltam motivos de vergonha. Já que temos de baixar o olhar, aproveitemos para ver os pés.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Dito 2

     Teia mal urdida requer o melhor tecelão.

Pós de Maio

Por estes dias, já a folhagem nova dos carvalhos vai adiantada.
A norte, o monte do Pilar coberto essencialmente de eucaliptos e pinheiros mantém o verde  todo o ano.


O pólen dos pinheiros, um pó amarelinho muito fino vulgarmente chamado "pó de Maio" e que costuma aparecer em Março, este ano apareceu nos primeiros dias de Abril.
Talvez um dia tudo volte ao seu lugar.

sábado, 2 de abril de 2011

Vaca à chuva

Mesmo que a vaca tussa ou que tussa a vaca.
Mesmo que a vaca não diga nada e que a tussa também não,
Ou até que a tussa tussa ou a vaca vaque.
Vaquem ou tussam, tanto faz que façam ou não!

Mesmo que o mesmo mesme e o não se negue,
que o ou também, ou até que o também diga.
Mesmo que o até ou, ou o ou até, e
o faz que façam também não diga,

Digam o que disserem à chuva ,
ou o que disserem, à chuva –
- Está dito, está dito – Vale o mesmo!
- Diziam e chovia. Se era para a chuva ou não,
a chuva ouviu!

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Jasmim, 1 de Abril

     Penamaior
     41º17' Norte    8º25' Oeste
     8h20'
     temperatura do ar 19ºC

          Estado de maturação do jasmim


     Flores abertas aos cachos
     Aroma inebriante com grande poder de migração

Última mensagem da série "Jasmim"

quarta-feira, 30 de março de 2011

Do arco da velha 1

      O fado do pucho, de Neca Rafael
      e uma história "de faca e alguidar"

    
      Verdadeiras histórias do ceguinho,
      tudo devidamente visado pela censura.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Jasmim, 28 de Março

     Penamaior
     41º17' Norte   8º25' Oeste
     12h45'
     temperatura do ar 13ºC

          Estado de maturação do jasmim


     Reaparecimento de tom rosado em zonas dispersas
     Várias flores abertas
     Aroma forte na envolvência

domingo, 27 de março de 2011

Potato farm

Sócrates continuará à frente do PS - Mais uma grande vitória, para ele,
e para o seu grande ego...



Batatas, batatas, mais batatas, sempre batatas...
Potato’s speech

sábado, 26 de março de 2011

Jasmim, 26 de Março

     Penamaior
     41º17' Norte   8º25' Oeste
     12h15'
     temperatura do ar 13ºC

          Estado de maturação do jasmim



     Observada a 1ª flor aberta
     Aroma claramente perceptível na proximidade da flor aberta

sexta-feira, 25 de março de 2011

Jasmim, 25 de Março

     Penamaior
     41º17' Norte     8º25' Oeste
     07h15'
     temperatura do ar 14ºC

          Estado de maturação do jasmim


     Desaparecimento da coloração rosada das flores que voltam a ser brancas
     Flores com grande alongamento - cerca do triplo do observado em 13 Mar.
     Aroma imperceptível

  

quarta-feira, 23 de março de 2011

Palavras

O dia de hoje está cheio de palavras. Tantas, tantas…
Deve-se passar alguma coisa na assembleia da república; até lá estão dois ou três ministros!
Noto que eles têm lugares marcados mas isso já eu tinha na escola.
Os discursos são uns atrás dos outros e também há palavras que se soltam dispersas daqui e dali. Há uma palavra nova que é repetida muitas vezes, pec. Soa como pec, pec, pec… este pec, o anterior pec, os peques, pec, pec, pec… nós rejeitamos o pec, o pec destes e o pec daqueles, o um, o dois, o três, este, o próximo? Mais, começo a perceber que essa coisa vai a votos.
Cada pec é sempre o último… até ao próximo…pec, pec,pec.
Pelo tom, este é o último – o chamado bode expiatório, por causa de alguns pagam todos!
Não sei o que este fez, mas deu-se mal.
Há uma senhora que diz que o país precisa de esquerda e um senhor que diz que precisamos de mudar estruturalmente o estado… e continua, mudar isto e mudar aquilo e aquilo também… e mudar o governo!
Veio um senhor dizer que o governo fez tudo bem – fico descansado, até vou jantar melhor.
Que se dane o pec.

terça-feira, 22 de março de 2011

sexta-feira, 18 de março de 2011

quarta-feira, 16 de março de 2011

Eleitor determinante

Há um tipo de eleitor percentualmente minoritário e que tem ganho eleições.
Vêem-se muito nos fóruns de opinião, expressam-se com denodada frontalidade e fazem-se crer convencidos que se movem por razões brotadas da própria consciência, mas a todo o momento denunciam obediência cega a razão alheia.
É o português que diz não ser do PS, que afirma ser do PSD, até, que diz que votou PS, ou omite, e prossegue verberando contra os críticos do governo e repercutindo as frases fundamentais da defesa de Sócrates que me coíbo de reproduzir. Nunca deixam de referir a pretensa voracidade do PSD pelo poder, de mostrar apreço pelo desempenho do primeiro-ministro e até alguma compaixão!
Esse eleitor tipo, constitui fundamentalmente o que se chama de “eleitorado flutuante”, que convencido pela torrente de subsídios copiosamente engendrados pelo partido da rosa , o tem privilegiado nas legislativas.
Pela linguagem que utilizam denotam geralmente falta de habilitações literárias, pouca familiaridade com o debate e discussão de ideias e más relações com a leitura – pouco e mal informados, portanto. Logo, susceptíveis à demagogia e facilmente instrumentalizáveis.
Convencem-se pela vitimização e compram-se com benefícios directos.
Calculo, que o designado eleitorado flutuante coincida em grande medida com a massa telespectadora dos “reality shows”. Não com toda essa massa, mas com aquela parte activa nos votos por chamadas de valor acrescentado, e que acaba por vitoriar o participante mais “coitadinho”.
É nas mãos dessa componente do eleitorado que o país tem estado, a ela devendo em parte a situação em que se encontra.
Nas próximas legislativas, um dia, promessas não haverá. Para onde navegarão os flutuantes?
Sulcarão a esteira da vitimização de Sócrates, ou a da vitimização deles próprios, coitadinhos!

segunda-feira, 14 de março de 2011

PEC

PEC, + 1

Temos um novo PEC entregue em Bruxelas por José Sócrates.
Dele, não deu prévio conhecimento ao Presidente da República, nem aos partidos da oposição, nem aos parceiros sociais, tão pouco o levou a conselho de ministros.
Há uns meses, durante a campanha para as últimas legislativas, Manuela Ferreira Leite no seu natural falar verdade – não era só um slogan – disse em directo e em improviso que melhor seria suspender a democracia por seis meses, pôr tudo em ordem e depois retomá-la.
Oh! O que ela foi dizer! Já não lhe chegava não ser muito bonita nem ser jovem, ainda por cima se atreveu a deixar os “rodriguinhos” na gaveta e disse sem peias o que lhe veio da alma.
- Grande erro Dr.ª MFL. Perdeu as eleições e foi bem feito. Portugal é um país da frente, com o socialismo plasmado na constituição. Para que foi meter a alma nisto? Portugal merece políticos com jeito para a política, como…, como José Sócrates.
Meses volvidos, o mesmo Sócrates veio confirmar que a política é uma arte da qual ele percebe bem. Ficou-lhe na ideia a tal da suspensão da democracia e vai daí, zás, suspendeu-a!
Fez de uma verdade uma mentira.
Está suspensa, pronto.
Agora vamos ver se vai ser retomada, quando e como!  

domingo, 13 de março de 2011

Jasmim, 13 de Março

Penamaior
41º17' Norte   8º25' Oeste
11h33'
temperatura do ar 15ºC

     Estado de maturação do jasmim


     flores mais alongadas com alguma coloração
     aroma imperceptível