Mostrar mensagens com a etiqueta sociedade. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta sociedade. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 25 de março de 2016

3 da tarde


3 horas da tarde de Sexta-feira Santa; pode também ser a hora de uma comunidade europeia que não consegue deixar nos seus tratados uma referência digna ao papel que o cristianismo teve na sua vida.

domingo, 14 de fevereiro de 2016

Zeca-te (sempre)

Fevereiro de 2016, o povo saiu à rua -
- Zeca-te, p´ra que te quero?
Grândolar é p´ra meninos,
viva a neutralidade fiscal.
Isto não rima mas é poesia responsável
e o povo ama-te, Costa.



sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

M. P.

Marcha da Mocidade Portuguesa

Lá vamos, cantando e rindo,           
Levados, levados, sim,
Pela voz de som tremendo
Das tubas, - clangor sem fim…
Lá vamos, (que o sonho é lindo!)
Torres e torres erguendo,
Rasgões, clareiras abrindo!

- Alva da luz imortal,
Roxas névoas despedaça,
Doira o céu de Portugal!

Querer! Querer! E lá vamos!
- Tronco em flor, estende os ramos
à Mocidade que passa!

Cale-se a voz que, turbada,
Já de si mesmo se espanta;
Cesse dos ventos a insânia;
Ante a clara madrugada,
Em nossas almas nascida:
E, por nós, oh Lusitânia,
- Corpo de amor, Terra Santa –
Pátria! serás celebrada;
E por nós serás erguida,
Erguida ao alto da Vida!








Tríptico 12x17cm

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Eles, elas, a night, e não mexer muito...











     Sobre esta coisa de “eles e elas” o que haveremos de dizer? Poderemos falar de igualdade, seria o mais evidente, mas poderíamos falar de quotas, o que já não é assim tão óbvio. Poderíamos falar do “sempre assim foi” ou do “ter de ser”, o que seria uma forma de não querer, simplesmente, falar.
     Com esta coisa do eles e elas, lembrei-me dos combustíveis, e dos professores também.
     Aqui há uns tempos os supermercados começaram a vender os combustíveis a preços que envergonhavam as gasolineiras – as mesmas que sempre disseram que era um negócio de tostões, de margens reduzidas. Ora os supermercados além do preço mais baixo ainda arranjaram espaço para umas campanhas, para dias de descontos especiais, com acumulação de pontos em cartão e tudo. Com os combustíveis a virem todos do mesmo sítio, teve que ser a qualidade – sempre a qualidade - a justificar as diferenças, no caso, a existência de uns aditivos nos produtos de marca. Tomada como séria a justificação dada, mandou o governo que todas as bombas tivessem desse combustível simples mas sério, democrático, baratinho, sem aditivos nem desculpas. E as gasolineiras continuaram a ter os preços mais caros!
     Sobre os professores, estava escrito nas estrelas que formar autênticas turbas em “vias de ensino” com direito a título de professor e a carreira, daria mais tarde ou mais cedo – a demografia ditou que fosse mais cedo – a um excesso de candidatos a ensinar. O argumento maior dos candidatos foi que o ensino nunca é demais e o argumento maior dos governantes foi “que sim, mas com a melhor qualidade” – outra vez a qualidade. Arranjou-se então um exame para fazer aos pretendentes a professor que prova sempre, e agora reparemos na fineza da coisa, que prova sempre que os que passam nesse exame são exactamente os necessários para ensinar com qualidade! Os que não passam nesse exame não podem, pura e simplesmente, exercer a actividade para a qual uma instituição de ensino os formou com sucesso. Repararam como o meu discurso está sempre a perder o sentido? Agora já se questiona os cursos e as entidades que os ministram!
     O problema dos institutos e universidades que formam professores que reprovam, está tanto nos cursos como a diferença de preço dos combustíveis está nos aditivos.
     Os supermercados conseguem vender mais barato porque têm uma concepção da actividade comercial diferente, mais dinâmica, mais desenvolvida e integrada. As gasolineiras vendem mais caros os combustíveis, como mais caro vendem os clinex e as garrafas de água.
     Aos professores faz-se a maldade de os submeter ao charadismo selectivo porque não há emprego para dar a todos.
     Legislar para lá dos verdadeiros motivos das coisas, atender ao ruido que em determinado momento se fez para esconder a falta de melhor argumento, só conduz a um mundo sem sentido. Já tínhamos grandes painéis a informar que os combustíveis na auto-estrada têm sempre o mesmo preço, qualquer que seja a marca. Agora vamos ter pessoas a explicar aos filhos que este ano não podem dar aulas por terem reprovado num exame. Para o ano, vamos ver!
     Sobre eles e elas e a night, o melhor é nem mexer. Ainda se lembram de extinguir a diferença de género, ou levar todos a exame, ou sei lá…

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

charlies - i




     Foi um saltinho até que depois de o primeiro ter dito que somos todos charlies viesse alguém acrescentar que uns são mais que os outros!

charlies



          Foi um saltinho até os charlies virem dizer o que pode e o que não pode ser dito pelo Papa!

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Crentes no Estado e tementes à Europa



Passei a vida toda confrontado com os argumentos tecidos pela esquerda incréu e tacanha, contra as riquezas da igreja, a arte em ouro sobre as imagens, o imenso valor de objectos e peças de arte acumulados no Vaticano, a riqueza das vestes dos prelados e tudo o que aos olhos dos impolutos guardiões da sociedade sem moral, por tudo ser carne, pudesse render dinheiro, esse, consensualmente digno e globalmente entendido como real valor. Eu, submetido ao jugo da dúvida metódica, da coisa das equidistâncias, da aceitação da diversidade dos olhares, da obrigação - imposta pela tal moral – de sair de mim para encarnar o esfomeado, o doente, o que sofre por desprezo, deixei-me a digerir mais essa dúvida sob o insuportável peso do silêncio auto-infligido.
         O tempo passa; os seus efeitos de bom conselheiro para os sensatos, realizam-se perfidamente nos tontos como meninice tardia, como sentimento de totipotência, castrismo, soarismo, ou simplesmente canavilhismo. Nas esquerdas chiques, aquelas que sabem exactamente o que todo o homem deve desejar e se dispõem a fazer que homem algum possa, por acidente, optar por um caminho só seu, o tempo também lá acabou por fazer o seu efeito: depois das experiências de mumificações apalermadas no Leste e falhadas na América latina, deu-lhes para a “panteonite” em Portugal, a ponto de “santa Engrácia” poder ter de voltar às obras. Estranha esta fé, tão cultivada quão renegada! É estranha essa “fé” como estranho é o valor, tanto dado, como logo deixado de dar, às obras de arte. Mais recentemente, a devota crença de que Portugal deveria comprar os quadros de Miró, “caídos no colo”, mostra à saciedade quão grande colo pode ainda a pátria ser, para alguns – sempre os mesmos.
         Para já, tudo vai calmo. Nas próximas legislativas é a vez, dizem, outra vez dos socialistas. Mais lá para a frente, vou voltar a ouvir falar do que se poderia fazer com o resultado da venda dos bens da Igreja. Poderemos por exemplo ir ao mercado tentar recuperar os santos ícones do catalão, e ampliar o panteão, porque não?



terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Sócrates, Sócrates, que raio, Sócrates!



Sócrates não é só o nosso Don Quixote em versão feita na China, ele é também o nosso Sancho Pança em versão mexicano de luta livre, o nosso Roncinante biónico, e agora, grande cavaleiro do próprio caixão – uma coisa muito à frente, quase uma versão refinada do Mário Soares montado numa tartaruga ninja.

A não perder esta ligação ao ma-schamba , um post delirante do Miguel Valle de Figueiredo – é para rir, pois, ao Domingo na RTP1, que desta foi à Segunda (ou ao Sábado).