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domingo, 14 de fevereiro de 2016

Zeca-te (sempre)

Fevereiro de 2016, o povo saiu à rua -
- Zeca-te, p´ra que te quero?
Grândolar é p´ra meninos,
viva a neutralidade fiscal.
Isto não rima mas é poesia responsável
e o povo ama-te, Costa.



sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

M. P.

Marcha da Mocidade Portuguesa

Lá vamos, cantando e rindo,           
Levados, levados, sim,
Pela voz de som tremendo
Das tubas, - clangor sem fim…
Lá vamos, (que o sonho é lindo!)
Torres e torres erguendo,
Rasgões, clareiras abrindo!

- Alva da luz imortal,
Roxas névoas despedaça,
Doira o céu de Portugal!

Querer! Querer! E lá vamos!
- Tronco em flor, estende os ramos
à Mocidade que passa!

Cale-se a voz que, turbada,
Já de si mesmo se espanta;
Cesse dos ventos a insânia;
Ante a clara madrugada,
Em nossas almas nascida:
E, por nós, oh Lusitânia,
- Corpo de amor, Terra Santa –
Pátria! serás celebrada;
E por nós serás erguida,
Erguida ao alto da Vida!








Tríptico 12x17cm

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Eles, elas, a night, e não mexer muito...











     Sobre esta coisa de “eles e elas” o que haveremos de dizer? Poderemos falar de igualdade, seria o mais evidente, mas poderíamos falar de quotas, o que já não é assim tão óbvio. Poderíamos falar do “sempre assim foi” ou do “ter de ser”, o que seria uma forma de não querer, simplesmente, falar.
     Com esta coisa do eles e elas, lembrei-me dos combustíveis, e dos professores também.
     Aqui há uns tempos os supermercados começaram a vender os combustíveis a preços que envergonhavam as gasolineiras – as mesmas que sempre disseram que era um negócio de tostões, de margens reduzidas. Ora os supermercados além do preço mais baixo ainda arranjaram espaço para umas campanhas, para dias de descontos especiais, com acumulação de pontos em cartão e tudo. Com os combustíveis a virem todos do mesmo sítio, teve que ser a qualidade – sempre a qualidade - a justificar as diferenças, no caso, a existência de uns aditivos nos produtos de marca. Tomada como séria a justificação dada, mandou o governo que todas as bombas tivessem desse combustível simples mas sério, democrático, baratinho, sem aditivos nem desculpas. E as gasolineiras continuaram a ter os preços mais caros!
     Sobre os professores, estava escrito nas estrelas que formar autênticas turbas em “vias de ensino” com direito a título de professor e a carreira, daria mais tarde ou mais cedo – a demografia ditou que fosse mais cedo – a um excesso de candidatos a ensinar. O argumento maior dos candidatos foi que o ensino nunca é demais e o argumento maior dos governantes foi “que sim, mas com a melhor qualidade” – outra vez a qualidade. Arranjou-se então um exame para fazer aos pretendentes a professor que prova sempre, e agora reparemos na fineza da coisa, que prova sempre que os que passam nesse exame são exactamente os necessários para ensinar com qualidade! Os que não passam nesse exame não podem, pura e simplesmente, exercer a actividade para a qual uma instituição de ensino os formou com sucesso. Repararam como o meu discurso está sempre a perder o sentido? Agora já se questiona os cursos e as entidades que os ministram!
     O problema dos institutos e universidades que formam professores que reprovam, está tanto nos cursos como a diferença de preço dos combustíveis está nos aditivos.
     Os supermercados conseguem vender mais barato porque têm uma concepção da actividade comercial diferente, mais dinâmica, mais desenvolvida e integrada. As gasolineiras vendem mais caros os combustíveis, como mais caro vendem os clinex e as garrafas de água.
     Aos professores faz-se a maldade de os submeter ao charadismo selectivo porque não há emprego para dar a todos.
     Legislar para lá dos verdadeiros motivos das coisas, atender ao ruido que em determinado momento se fez para esconder a falta de melhor argumento, só conduz a um mundo sem sentido. Já tínhamos grandes painéis a informar que os combustíveis na auto-estrada têm sempre o mesmo preço, qualquer que seja a marca. Agora vamos ter pessoas a explicar aos filhos que este ano não podem dar aulas por terem reprovado num exame. Para o ano, vamos ver!
     Sobre eles e elas e a night, o melhor é nem mexer. Ainda se lembram de extinguir a diferença de género, ou levar todos a exame, ou sei lá…

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Devaneio com pinguins


Ao pequeno-almoço o pai pinguim disse piu, a mãe pinguim disse piu, o filho pinguim disse piu. Ao almoço o pai pinguim disse piu, a mãe pinguim disse piu, o filho pinguim disse piu. Ao jantar o pai pinguim disse piu, a mãe pinguim disse piu, o filho pinguim disse piu. Ao outro dia, ao pequeno-almoço, o pai pinguim disse piu, a mãe pinguim disse piu, o filho pinguim disse piu. Ao almoço o pai pinguim disse piu, a mãe pinguim disse piu, o filho pinguim disse piu-piu -  levou um par de estaladas; disse o pai que já estava a desconversar.
Antigamente isto era contado como anedota e foi, ao fim da manhã de hoje, regurgitado pela minha atormentada memória. Dedico esta lembrança às fuças do Sr. António José e ao seu característico piar, ou pio, ou pipilo…

 

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Crentes no Estado e tementes à Europa



Passei a vida toda confrontado com os argumentos tecidos pela esquerda incréu e tacanha, contra as riquezas da igreja, a arte em ouro sobre as imagens, o imenso valor de objectos e peças de arte acumulados no Vaticano, a riqueza das vestes dos prelados e tudo o que aos olhos dos impolutos guardiões da sociedade sem moral, por tudo ser carne, pudesse render dinheiro, esse, consensualmente digno e globalmente entendido como real valor. Eu, submetido ao jugo da dúvida metódica, da coisa das equidistâncias, da aceitação da diversidade dos olhares, da obrigação - imposta pela tal moral – de sair de mim para encarnar o esfomeado, o doente, o que sofre por desprezo, deixei-me a digerir mais essa dúvida sob o insuportável peso do silêncio auto-infligido.
         O tempo passa; os seus efeitos de bom conselheiro para os sensatos, realizam-se perfidamente nos tontos como meninice tardia, como sentimento de totipotência, castrismo, soarismo, ou simplesmente canavilhismo. Nas esquerdas chiques, aquelas que sabem exactamente o que todo o homem deve desejar e se dispõem a fazer que homem algum possa, por acidente, optar por um caminho só seu, o tempo também lá acabou por fazer o seu efeito: depois das experiências de mumificações apalermadas no Leste e falhadas na América latina, deu-lhes para a “panteonite” em Portugal, a ponto de “santa Engrácia” poder ter de voltar às obras. Estranha esta fé, tão cultivada quão renegada! É estranha essa “fé” como estranho é o valor, tanto dado, como logo deixado de dar, às obras de arte. Mais recentemente, a devota crença de que Portugal deveria comprar os quadros de Miró, “caídos no colo”, mostra à saciedade quão grande colo pode ainda a pátria ser, para alguns – sempre os mesmos.
         Para já, tudo vai calmo. Nas próximas legislativas é a vez, dizem, outra vez dos socialistas. Mais lá para a frente, vou voltar a ouvir falar do que se poderia fazer com o resultado da venda dos bens da Igreja. Poderemos por exemplo ir ao mercado tentar recuperar os santos ícones do catalão, e ampliar o panteão, porque não?



terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Sócrates, Sócrates, que raio, Sócrates!



Sócrates não é só o nosso Don Quixote em versão feita na China, ele é também o nosso Sancho Pança em versão mexicano de luta livre, o nosso Roncinante biónico, e agora, grande cavaleiro do próprio caixão – uma coisa muito à frente, quase uma versão refinada do Mário Soares montado numa tartaruga ninja.

A não perder esta ligação ao ma-schamba , um post delirante do Miguel Valle de Figueiredo – é para rir, pois, ao Domingo na RTP1, que desta foi à Segunda (ou ao Sábado).

 

terça-feira, 16 de julho de 2013

Gangrena


         
               Pela acção persistente de organismos que não se vêm, mas estão lá, o bicho apodrece em vida. Ainda não morreu, e aparecem as moscas.



sexta-feira, 12 de julho de 2013

António José Seguro (?)




António José não tem passado; luta para que daqui a cinco anos tenha um, mas isso não é seguro.
Como António José não tem passado, e os ministros de Sócrates subiram nas bancadas do parlamento, como o lodo que se cola nas bordas das selhas, pretende o PS ser visto sem o seu passado. À força de, desde o início do plano de resgate ter negado a sua paternidade, reivindica um manto de invisibilidade e de esquecimento.
António José só quer eleições. O P.S. não quer António José, mas perdido e arruinado, no Portugal que deixou à sua imagem, vai contemplando no tempo que passa com o António José a só pedir eleições – inócuo, por enquanto.
Eleições legislativas antecipadas, servem os interesses do António José? Servirão os interesses do partido socialista? Mas mais importante, servem-nos a nós, Portugueses?
Agora que todos descobrimos, que depositado o voto na urna, esgota-se nesse acto a nossa participação democrática, que deveremos pensar de quem tanto insiste na “devolução da palavra ao povo”? Querem lavar o passado, não é? As eleições são o ritual purificador das asneiras que os partidos repetem. Depois dizem, castos, “o povo já nos julgou”!
Todos estes senhores de quem falo, saíram eles também do mesmo povo com que enchem a boca.

Isto é o que somos, somos nós, frente a um espelho. É enervante!

terça-feira, 2 de julho de 2013

Barraca a baixo


          Tanto empurraram que a barraca caiu, ou vai cair. A seguir não haverá mais nada que se empurre; vamos lá – tudo a apanhar cacos.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Sob o signo de Lenine



          Hoje, o país foi mandado parar por uns tipos duma minoria anacrónica! Disseram que devia parar à custa de quem o parasse, e parou um pouco, mais o país urbano, o que mais depende do estado. Assim a TSF não fez fórum nem apresentou o livro do dia, ou seja, calou aquele povo que só diz disparates e quanto a livros… não lêem e não!
          Enquanto a múmia do Lenine reclama um fato novo, as nossas centrais sindicais convencem os que se deixam convencer, de que estão a contribuir para resolver qualquer coisa.

          Por mim, que se preserve a dita múmia; pode vir a encabeçar um desses governos que o Arménio Carlos quer.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Última Hora



          António José Seguro vai anunciar hoje em Santa Maria da Feira a criação, ainda este ano, do ministério para a igualdade, em versão aumentada e melhorada.
          Maria de Belém disponibilizou-se para o conselho de verificação e triagem de caridades e acrescentou que - isto sim, é uma medida sustentada.
          O sindicato dos desempregados da zona sul, já veio afirmar a indisponibilidade dos seus associados para participar na responsabilidade pelas hipotecas dos ex-patrões.
          Mário Soares diz que vê luzes e António Vitorino não faltará para dizer – força zé!

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Bater punho?

 



Bater punho, é aquilo que eu estou a pensar?
E impulso jovem, é bom ou mau?
Mas isto de Portugal, é uma casa de gente séria, ou está tudo parvo?
Fui sempre um tipo direitinho, fui à tropa e tudo, agora, quarentão, é que começo a perceber de que é que isto é feito!


Já agora não percam O Apóstolo da Asneira no DELITO DE OPINIÃO, que foi onde pesquei a imagem.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Whatever





Não vou acabar assim os meus domingos.
A minha curiosidade está satisfeita,
nem chegou a matar o gato.
Há uma máquina de não fazer sentido
na RTP1, às vinte e uma,
a um nadinha do trinta e um,
mas bem para lá do risco.
Vai-te catar, Sócrates;
sei o que fizeste no verão passado,
e este inverno que não passa!

 Fotografia daqui
 
 

quinta-feira, 28 de março de 2013

Sócrates voltou :(


     Depende da mãe, depende do filho. Desejar que ele não lhe apareça, que se aparece é para chatear, é o sentimento de muitas, e podem não ser nada más pessoas.
     Ele voltou, está o mesmo, é o mesmo. Confirmaram-se as expectativas; eram que assim fosse e assim foi. Não aprendeu nada, não esqueceu nada, não se lembrou de nada que antes tivesse esquecido.
     O mundo muda todos os dias. Queria-se telefonar, ia-se à mercearia, o telefone lá em casa tocava, era da França, para ir, por favor, chamar a Aurora, que voltavam a ligar dali a dez minutos. Ele está o mesmo; mal entrou, perguntou pelas coisas que deixou num móvel levado poucos dias depois de ter partido, por alguém que entrou pela casa dentro com uns papéis assinados por ele. Ainda lhe disseram que quem levou a cómoda levou tudo, mas ele está o mesmo.
     Há pessoas que já nascem assim. Têm aqueles feitios! Acham-se o centro do mundo e que todos os outros pertencem a uma espécie à parte. Arrebanham uns tantos daqueles que são de arrebanhar e não deixam mais ninguém em paz
     Por uma questão de educação dá-se-lhes o seu espaço, mas o espaço a que se sentem com direito é toooodo o espaço. Dá-se-lhes um espelho para que se reconheçam no que se vê deles, mas entendem que a imagem que têm de si próprios é a que tem de ser vista.
     O difícil que é, aturar estas pessoas zangadas, crispadas, convencidas… ainda se exercessem o seu “oficiozinho diário” em privado, era lá com eles; mas querem o mundo!
     A ele e ao seu rebanho, fecho-os no recanto mais próximo da minha indiferença, onde os possa vigiar. Não vá ter que os levar a sério, chegar ao ponto de ou eles ou eu, e ter de fugir, sei lá!

JMP

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Miguel Relvas


Miguel Relvas é um homem odiado!
O que vem a seguir é para pôr na minha conta, por favor:
          - No que toca a Relvas, nem é um problema de auto-estima; o que se passa, é que uma parte dos portugueses, quando se olha ao espelho, ou não gosta, ou não se lembra, ou não compreende o que vê.
          No início dos nossos tempos, um Homem, que nasceu, e morreu porque, e por quê, e como quis, protagonizou uma cena onde teve a oportunidade de mandar atirar a primeira pedra, a quem atirava pedras por muito menos e “seria abençoado por isso”.
          Temos um problema na memória, no espelho, na auto-estima, na cara, na educação, na herança, na identificação dos problemas, no tempo de a fazer, nas pedras que agarramos, nos alvos que escolhemos; temos um problema com os espelhos partidos – dá azar!

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

A não perder




          Francisco José Viegas além do mais, também é blogger. O blogue dele é A Origem das Espécies“ e é um dos que mais gosto, por isso está entre “os que sento à minha direita”. Hoje, dia 14 de Fevereiro, FJV publica nesse seu espaço um texto intitulado “No Estado, o absurdo não paga imposto?” – Não percam.