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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Maldito Acordo Ortográfico!


            Tristemente, o jornal EXPRESSO aderiu ao acordo ortográfico. Digo tristemente porque fiquei triste a lê-lo. O dito acordo não é menos que uma hecatombe, e mesmo quando pensamos que está descontado o efeito fica-se a qualquer momento com um desconfortável sentimento de dúvida, e tristeza.
         Estava eu a ler a revista “E” – a revista do “Expresso” – quando logo a seguir a ter levado com “cetro” na cabeça, levo logo de seguida com “receções”. E fiquei triste, pronto! Não gosto de ter pena de mim e a primeira coisa que me veio à ideia foi um “JMP a sentir-se triste a ler o Expresso”, exposto no “feed de notícias” do facebook, entre um filme com gatos e uma publicidade a óleo para motores.
          O que é “cetro”? E o que são “receções”? Eu estava a ler “O esplendor de uma glória perdida”, era suposto ser sobre as jóias da coroa e não havia necessidade destes dois tesourinhos.




sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

O verbo ventar e outras coisas fora de uso


Aspro

Magnésia Bisurada

Cremes POND'S

     - Fica com estes três anúncios, toda a restante publicidade (depois do Império das Meias)  no VOZ DA FÁTIMA n.º 363 - 13/12/1952

Os preços no IMPÉRIO DAS MEIAS - 1952


IMPÉRIO DAS MEIAS - AVENIDA ALMIRANTE REIS, 173-B - LISBOA
Anúncio no jornal VOZ DA FÁTIMA, ano XXIX - n.º 363 de 
13 de Dezembro de 1952



( Notar que os lençois mais largos têm 1,80m de largura)

segunda-feira, 31 de março de 2014

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Pedro Marques Lopes (?)



          Quem é este tipo?
          De onde apareceu?
          Representa alguma facção, modera algum extremo, será uma lebre, um coelho?
          Será o instigador da tempestade cerebral, e que reside no intestino?
          Aquela chama, a luz que irradia; é gases?
          A indignação constante, as perguntas e os espantos a rabiar no ar, o permanente “que é isto?” num balãozinho que lhe paira sobre a careca…
          Ele é pago?


segunda-feira, 20 de maio de 2013

Contra o (dito) Acordo Ortográfico



          Pedro Correia é jornalista e activíssimo bloguista nacional; escreve no DELITO DE OPINIÃO e tem feito um trabalho consistente e persistente para denunciar o despropósito disso a que se resolveu chamar  acordo ortográfico.
          Já está disponível nas livrarias e tem sessão de lançamento  marcada para Terça-Feira, dia 21, a partir das 18h30' na Bertrand do Picoas Plaza (Lisboa). Fará a apresentação o Pedro Mexia. 

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Fátima 1922 (1)

Artigo publicado na revista ABC – Ano II – n.º97, Lisboa, 18 de Maio de 1922
A aparição de Fátima 

         Há quem duvide e quem acredite, quem discuta e quem se convença diante dos milagres. Há mesmo quem traiçoeiramente derruía à dinamite os templosinhos que a piedade ergue num doce alívio de alma que a ninguém faz mal, antes aos crentes faz bem. Foi o que sucedeu há pouco em Fátima lugar de milagre, no qual têm ajoelhado muitos milhares de pessoas de todas as camadas sociais numa terna evocação duma lenda formada, encorpada, consistente.
         Como nos velhos contos do passado… Uns pastorinhos andavam no monte guardando os seus gados, quando uma linda senhora lhes apareceu e tão formosa, tão fulgurante, tão cheia de encanto que as três criancinhas se quedaram a olhá-la no seu vestido lirial, no seu gesto calmo de quem chega do Céu.
         Era num dia 13 de Maio, já lá vão cinco anos e a voz suavíssima da aparição convidara os pastorinhos a ali irem todos os meses em igual dia. Revelou-se o caso, falou-se do milagre, acorreram boas almas, apareceram curiosos, e o lugar de Fátima – onde a Senhora do Rosário surgira diante dos olhos inocentes dos rudes guardadores de gado – tornou-se um plaino de visões, de evocação, de fé. De todo o país acorreu gente crédula e gente devorada de curiosidade, transportaram-se de longe os devotos e os incrédulos, e é certo, pelo menos assim o afirma o culto espírito do doutor José Maria Proença de Almeida Garrett que um estranho fenómeno ali se passou em 13 de Outubro de 1917. Saíra  um fumo no lugar sagrado como se balançassem um turíbulo  enorme sob a vaga forte da chuva; e não se acendera fogo, um sol rutilo, forte, que os olhos dos mortais fixaram sem dor rasgara-se no vasto céu. Os espectadores tinham ajoelhado, nas almas entrava uma mais firme crença de que alguma coisa de sobrenatural ali se passava.
         Daí por diante, nos dias 13 de cada mês, acorre ali o povo não só dos lugares vizinhos mas de grandes distâncias; milhares de pessoas, mulheres, homens, crianças, chegam cheias de fé porque se têm dado curas estranhas nos devotos da formosa aparição. Fazem-se peregrinações que já num ano se quiseram sufocar entre metralhadoras, num cerco de soldados, numa floresta de baionetas, e para se quebrar a lenda atiraram-se bombas á capela que a piedade ergueu. A intolerância instalou-se nesta nação onde não se consente que cada um pense como deseja, a força de um ateísmo pretende impor-se sempre, a quem ama a religião, numa ferocidade estranha não sabendo ver, os que assim procedem, que quanto mais se persegue o sobrenatural mais ele se enraíza nas almas.
         Que mal faz um lenda a nascer na orla dum caminho, uma historia doce como as doutras idades, florescendo como uma roseira brotando dum rochedo adusto? Nenhum mal faz, vai antes dar às almas consolos que não lhes podem dar as teorias por mais lógicas atiradas contra a sua fé.
         A liberdade pura é só uma e é para todos como um astro riço e poderoso iluminando igualmente. Não o entenderam assim e no lugar de Fátima, quanto mais não seja, sagrado pela prece e pela crença dos milhares de pessoas que ali ajoelham, mensalmente, a 13, numa evocação da doce legenda e pedindo a Deus as curas das suas dores, passou a destruição brutal como se o dinamite ferindo um templosinho extinguisse a fé nas almas às quais é melhor tentar convencer do que esmagar.
         Redobraram as peregrinações, depois dos atentados; como se uma corrente de nova energia galvanizasse os espíritos não houve maneira de deter os crentes. Alastrou-se por Portugal inteiro a fama da imagem, da visão dos pastorinhos e o que teria sido um simples incidente religioso, passado entre os devotos, tornou-se num caso sensacional a que não é possível esconder a importância.
         Mais uma vez, no aniversário da aparição, almas que sofrem ali vão peregrinar sendo de todo o bom senso não lhes impedir que exerçam o seu livre direito de prece e não consentir energúmenos a prejudicarem esse enleio dos espíritos que não encontrando na terra lenitivos para as suas amarguras fervorosamente para o Céu se voltam.


(transcrição)

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Tó Zé e os Mercados



                 Cartoon de Alfonso Figueras - Revista Zakarella, ano 1 - n.º 14 de 1/11/1976
                 Revista Quinzenal, para adultos
                 Preço 10$00
                 Propriedade: PORTUGAL PRESS

       

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Continuamos ...


... a alimentar o monstro!
 
 
                    Cartoon de Alfonso Figueras - Revista ZAKARELLA, Ano 2 - n.º 19 - 1/4/1977
                    Revista mensal, para adultos
                    Preço 10$00
                    Propriedade - Portugal Press