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sexta-feira, 25 de março de 2016

Como queiram...


O malmequer é também o bem-me-quer e outras coisas.


"O malmequer é a designação dada a várias espécies da família das compostas, algumas das quais são também designadas de bem-me-quer, Crisântemo,calêndula e de margarida."

A imagem é minha, o texto é da .wikipedia

sábado, 7 de fevereiro de 2015

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Devaneio com pinguins


Ao pequeno-almoço o pai pinguim disse piu, a mãe pinguim disse piu, o filho pinguim disse piu. Ao almoço o pai pinguim disse piu, a mãe pinguim disse piu, o filho pinguim disse piu. Ao jantar o pai pinguim disse piu, a mãe pinguim disse piu, o filho pinguim disse piu. Ao outro dia, ao pequeno-almoço, o pai pinguim disse piu, a mãe pinguim disse piu, o filho pinguim disse piu. Ao almoço o pai pinguim disse piu, a mãe pinguim disse piu, o filho pinguim disse piu-piu -  levou um par de estaladas; disse o pai que já estava a desconversar.
Antigamente isto era contado como anedota e foi, ao fim da manhã de hoje, regurgitado pela minha atormentada memória. Dedico esta lembrança às fuças do Sr. António José e ao seu característico piar, ou pio, ou pipilo…

 

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Problemática dos Papagaios



         Compreendo se me disserem que o momento mais marcante na vida de um papagaio é a longa viagem desde a América do Sul. O simples homem da rua ao ver a ave palradora presa por uma pata a um curto cadeado, pensará naturalmente na tormentosa viagem da magnífica criatura, dentro de um caixote de madeira no fundo do porão escuro de um navio cargueiro. Nada mais despropositado; são ideias que as pessoas criam nos seus insondáveis cérebros.
         A primeira imagem que retenho depois de ter saído da casca, e creiam que estou a ser literal, é de um tipo de barba hirsuta, a fumar um cigarro (?) enrolado à mão. A ideia é vaga mas consigo distinguir nesta velha memória uma lâmpada incandescente por cima e uma cama de algodão em rama por baixo; à minha frente o tipo olha para mim e diz, respira puto, e já tinha nas mãos outro ovo rachado para ajudar a descascar. Tenho também uma memória auditiva de música tipo hard-rock, em que se canta ao ritmo das baforadas do que sei hoje ser um charro, inhale…, exhale…, inhale…, exhale... Mais tarde descobri tratar-se dos Rollins Band. Volto muitas vezes aos Rollins puxado por “Wrong Man”.
         Aqui, onde me encontro, limitado ao comprimento do guito que me ataram ao tornozelo, dou muitas vezes por mim a imaginar-me no que seria o meu meio natural e rodeado por um monte de tipos como eu - demolidor.  A simples ideia da minha imagem repetida, eu aqui e ali, e ali também, todos a fazer o mesmo saracotear e a deixar cair guano e cascas de sementes choca-me ao ponto de largar um som daqueles que não estão classificados como linguagem e que eu disfarço com simulado pigarro. Isso sim, é o que marca de forma indelével a vida de um papagaio, saber que poderia ser só mais um no meio de ninguém sabe quantos, sem anilha, sem prato de sementes, sem aulas de expressão vocal, sem um alpendre nem tão pouco um guito.
         O acto da minha abdução, ainda na forma oval, no meio da infindável selva, pode ter ficado registado. Juntamente com essas santas criaturas que abduzem ovos, outras há que as acompanham e filmam tudo. Pelo mesmo processo que os papagaios aparecem no mundo civilizado, aparecem também filmes que são vendidos não muito longe de onde se vendem papagaios.

         Ainda um dia hei-de encontrar o sentido disto. Assim que aprender a falar, a falar mesmo, vai ser mais fácil.

Imagem daqui

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

so long...


 

 
Come over to the window, my little darling,
I'd like to try to read your palm.
I used to think I was some kind of Gypsy boy
Before I let you take me home.

Now so long, Marianne, it's time that we began
To laugh and cry and cry and laugh about it all again.

Well you know that I love to live with you,
But you make me forget so very much.
I forget to pray for the angels
And then the angels forget to pray for us.

Now so long, Marianne, it's time that we began ...

We met when we were almost young
Deep in the green lilac park.
You held on to me like I was a crucifix,
As we went kneeling through the dark.

Oh so long, Marianne, it's time that we began ...

Your letters they all say that you're beside me now.
Then why do I feel alone?
I'm standing on a ledge and your fine spider web
Is fastening my ankle to a stone.

Now so long, Marianne, it's time that we began ...

For now I need your hidden love.
I'm cold as a new razor blade.
You left when I told you I was curious,
I never said that I was brave.

Oh so long, Marianne, it's time that we began ...

Oh, you are really such a pretty one.
I see you've gone and changed your name again.
And just when I climbed this whole mountainside,
To wash my eyelids in the rain!

Oh so long, Marianne, it's time that we began
 
Songwriters: COHEN, LEONARD
(from the album 'SONGS OF LEONARD COHEN') 

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Sagrado Light


     A ministra da justiça, a propósito de näo sei o quê, diz que para ela é sagrado; acrescenta que é agnóstica, e pede que a entendam, pois! No fim do que ouvi fiquei com a ideia que pretendia que o sagrado de um agnóstico fosse uma coisa ainda mais séria.
     Tudo bem, devo dar a outra face. Deverei também deixar de ser picuinhas - ninguém é perfeito, e quem quer ser ninguém?

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Comunicação electrónica



Sempre apreciei nos cães aquela maneira que têm de fazer as coisas – os cães fazem o que fazem simplesmente porque podem, e pronto.
Com a Matilde estou a experimentar uma relação completamente nova. O chip que ela tem debaixo da pele, acima da omoplata do lado esquerdo, está associado ao meu nome, ao meu endereço, ao meu número de contribuinte e não sei a que mais.
Não tenho grande facilidade em manter conversas longas com ela; a qualquer momento prega-me uma lambidela e desanda para o seu mundo de cão.
Preocupa-me aquele bocadinho de tártaro que se está a acumular, e não sei como, deu-me vontade de ir escovar os dentes – os meus – e ao mesmo tempo senti uma pontada atrás, abaixo do pescoço!
Tenho-a à solta.

Espero que não faça asneiras.

terça-feira, 14 de maio de 2013

Animais e Pensões




            Um dia, ia eu com os pescarretas num minibus, pela estrada de terra que circunda a albufeira da barragem dos Pisões, já para lá de Lama da Missa, quando encontramos uma manada bovina à nossa frente que seguia no mesmo sentido. Aos poucos os animais foram-se afastando para os lados, tendo ficado parada uma vitela barrosã, prenha pela primeira vez, mesmo no meio do caminho, pata traseira alçada a ameaçar coice, pescoço virado o suficiente para um olhar de soslaio. Como o autocarro não avançava, a manada reagrupou-se e lá fomos atrás, a curtir a lentidão e o bamboleio dos bichos. Nesse dia aprendi que os grupos podem ser conduzidos por um elemento qualquer.
            Outra vez, num percurso entre Pitões das Júnias e Paradela, numa marcha lenta para fruir das vistas, reparei num cão pastor que encetava uma perseguição ao jipe, cheio de vontade de se lançar às janelas abertas. O condutor aumentou um pouco a velocidade e fomos perseguidos pelo cão durante quilómetros. No banco de trás, rodei o tronco para ver a corrida louca. A cada curva, perdia o cão de vista mas por pouco tempo. A distância ia aumentando, mas lá vinha o cão a correr quanto podia, a cortar as curvas por dentro, determinado a alcançar o carro. Deixei de o ver num troço de curvas apertadas, com dores nos rins pela posição torcida e muito depois, já para os lados de Salamonde, ainda me voltei para trás… Ainda me lembro desse cão quando me quero convencer de que não devo deixar de perseguir um objectivo só porque o perdi momentaneamente de vista.
            Por estes dias os canais de rádio e de televisão põem os ouvintes a dizer, em directo, o que pensam dos cortes nos subsídios e nas pensões. Também se lhes pergunta se acham que é com medidas destas que o país resolve os seus problemas. Quase todos alinham as suas intervenções. O que se ouve nessas espécies de grupos de discussão é consentâneo, não só entre os mais diversos intervenientes como com a situação objectiva do país. Assim sendo, está tudo certo, e podemos dizer que desses programas se pode extrair boas soluções para os problemas que aí se põem. Logo, os problemas é que estão mal postos, e as perguntas não são as que interessa ver-se respondidas.
            Moral da história – as coisas são como são; se nos colocamos mal perante uma coisa qualquer, até podemos obter uma imagem correcta, pode é não ser a imagem do que queríamos ver.

P.S. Se tem um pássaro preso numa gaiola, providencie-lhe um pequeno espelho de forma que não se sinta tão só.

Pitões das Júnias 

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Devaneio em prado de papel



Tuês;
tuês é a tua linguagem
vista pelos meus olhos.
Lidade, é o resultado do que se lida.
A tua lidade é no fim de contas
o que fazes.
Atualidade são três palavras,
aglutinadas por ti.
Atualidade és tu,
ou o que se vê de ti.
O acordês é,
a modos que, a linguagem
de cordeiro, se for branco,
num prado de papel
com palavras de brincar.


quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Conúbio




Matrimónio, aliança, núpcias, bodas, ligação, conjúgio, enlace, união, parceria, tálamo, nó, corporação, casamento, himeneu ou … consórcio!