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terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Sócrates, Sócrates, que raio, Sócrates!



Sócrates não é só o nosso Don Quixote em versão feita na China, ele é também o nosso Sancho Pança em versão mexicano de luta livre, o nosso Roncinante biónico, e agora, grande cavaleiro do próprio caixão – uma coisa muito à frente, quase uma versão refinada do Mário Soares montado numa tartaruga ninja.

A não perder esta ligação ao ma-schamba , um post delirante do Miguel Valle de Figueiredo – é para rir, pois, ao Domingo na RTP1, que desta foi à Segunda (ou ao Sábado).

 

quarta-feira, 14 de março de 2012

A fórmula de José R. dos Santos

Terça Feira, 13 de Março (ontem), Telejornal - 20h (RTP portanto)
Ao minuto 29:34’’ aparece o José Rodrigues dos Santos muito assarapantado, com a caneta na mão direita, e diz em tom exclamativo:
- O bispo de Beja apresentou a solução para a seca – Rezem. O bispo afirma ser importante pedir chuva a Deus!
Depois seguiu-se uma reportagem com palavras do próprio bispo, sons dos cânticos religiosos dos crentes em novena e imagens dos terrenos ressequidos.

(Não vale a pena clicar na imagem, o link está abaixo, a vermelho no texto)

Mudei de canal para não ter de ver mais uma vez o pivô despedir-se com um piscar de olho; é confrangedor!
Confesso que fiquei de candeias às avessas com o JRS depois de ter lido “A Fórmula de Deus” - 574 páginas nada baratas que me conduziram, com o aproximar da última, à mais profunda sensação de ter sido enganado.
Até aquela altura, já tinha lido muitos livros do Isaac Asimov, do Stanislaw Lem, do Carl Sagan, do Bryan W. Aldiss,  do Fred Hoyle, do George Orwell, do Ray Bradbury, do Robert Silverberg e de tantos outros. Estava portanto preparado para tudo, mesmo tudo, o que da ficção científica pudesse vir, e da ficção científica pode vir tudo.
Na sobrecapa do meu exemplar do “A Fórmula de Deus” – Gradiva – um texto de apresentação diz assim:

… da mais importante descoberta jamais efectuada por Albert Einstein, um achado que o conduz ao maior de todos os mistérios.

A prova científica da existência de Deus.

Uma história de amor, uma intriga de traição, uma perseguição implacável, uma busca espiritual que nos leva à mais espantosa revelação mística de todos os tempos.

Ao longo das 574 páginas fui ficando convencido que tinha caído na fórmula Dan Brown, o que já seria deveras trágico. As últimas páginas já as li desassombrado; completamente consciente que tinha perdido dinheiro, gasto inutilmente o meu tempo, e pior que isso, tinha contribuído para a construção de uma fraude literária.
Explicada a minha antipatia pelo JRS, relembro o Telejornal de ontem (podem ver aqui) e continuo sem saber se aquilo foi sarcasmo para os crentes ou descoberta da pólvora – a Igreja Católica incita à oração – mas penso que JRS não devia trabalhar na RTP.

JMP