Num tubo de ensaio não cabe tanta mistela. Quando se quer algo onde se possa meter tudo e nada, para depois destilar os humores e os vapores da salgalhada, usa-se uma retorta. As retortas estão fora de uso, mas ainda é o mais indicado para tão triste alquimia.
Dei por mim a perguntar pelo meu direito de resposta, tanta vez o palhaço rico da TSF se me atravessa no “éter”, me corta o dia entrado de carrinho com os pitões em riste, bate e foge, sempre cheio de razão só porque lhe pagam pelo desplante.
Sirva então este espaço para deixar o desabafo.
Anda a TSF a pagar a um tipo para escrever umas coisas que depois são ditas por aquela triste figura do Bruno Nogueira, armado em parvo sem esforço nenhum porque lhe está na natureza! Os senhores que gerem a estação, gostam tanto, tanto, que até repetem aquele aglomerado de parvoíces várias vezes ao dia. Só muito recentemente passaram a repetir os “Sinais” do Fernando Alves da parte da tarde, mas o programa dito humorístico de João Quadros/Bruno Nogueira é repetido à saciedade desde sempre. Está clara a avaliação que estação de rádio faz do “nível” dos seus ouvintes, quando insiste na difusão de sarcasmo podre e sátira da mais reles, em detrimento da crónica e análise profunda em prosa poética.
Eu não sou o Papa, nem sou clérigo, não sou a Maddie (nem familiar), não sou anão, não sou um deus; sou católico e sou pessoa. Sei muito bem que o humor sempre gozou de grande impunidade, mas não tenho de reconhecer comicidade no que não passa de desfaçatez impune. A dupla de ditos humoristas recalcitra em parodiar figuras fáceis, e nelas inclui os católicos, os seus símbolos, as suas datas, os seus rituais etc. Ora, das grandes características atribuídas aos católicos, não me lembro de estar incluído o extremo e incondicional sentido de humor, nem a espampanante e libertina autocrítica. Não sendo dito nada sobre a linha que o humor não deve pisar, quem dirá depois alguma coisa sobre o que distingue humorismo de agressão?
Vamos ter juizinho?